Resultados nos clássicos são um resumo da temporada do Arsenal

Getty Images
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Uma imagem que define muitas coisas na temporada do Arsenal


O maior problema do Arsenal nesta temporada tem sido a defesa. Demorou para termos os três titulares juntos à disposição - Mustafi, Koscielny e Monreal - e quando tivemos o time melhorou. No entanto, como previsto, as lesões sempre nos assombram e os desfalques aparecem. Ainda mais neste período de fim de ano. Para o clássico contra o Chelsea, apenas o zagueiro alemão estava apto para jogar. Então, já era de se imaginar que teríamos uma zaga remendada para uma partida grande.


Wenger fez o que tinha de fazer. Optou por deixar Mertesacker no banco e entrou com Holding e Chambers. Não quis improvisar e preferiu os jovens ao experiente defensor. Estaria diante de um ataque forte e rápido, que contaria com o retorno de Hazard, então todo cuidado seria pouco. Velocidade na reposição da defesa poderia fazer a diferença. Na teoria parecia bom, não dá pra condenar o técnico. Mas na prática foi o caos.


Não vou reclamar de barriga cheia, não sou maluco. Ontem, se não fosse Morata, teríamos perdido feio. Mas, também tivemos nossos “se’s”. Lacazette jogou demais. Junto com Özil trabalharam muito. O francês perdeu umas chances boas, assim como o alemão. Para o Arsenal falta finalizar com mais rapidez. Basta ver o primeiro gol. Wilshere, sem firula alguma, soltou um petardo e furou a retranca. No segundo, a insistência deu resultado e o golaço de Bellerín nos salvou da derrota.


No fim não foi um resultado ruim. A defesa teve uma atuação horripilante. Cech foi a salvação lá atrás. Chambers errou tudo e mais um pouco. Foi um desastre. No meio, Xhaka vem piorando a cada dia que passa. Algo precisa ser feito para recuperarmos o futebol do suíço. O que fica de positivo foi Özil, que jogou muito e, na minha visão, foi o melhor do Arsenal em campo.


Apesar dos pesares, jogamos bem. Na verdade, nesta temporada, em todos os clássicos no Emirates o time teve boas atuações. Porém, dos quatro duelos, venceu apenas um. Contra o Tottenham jogou com garra e levou. Diante do United o desastre de início fez a diferença no final. Frente ao Liverpool outro começo de partida ruim, mas uma reação fantástica fez o time merecer a vitória. E ontem, se não fosse a má atuação dos zagueiros, talvez tivéssemos garantido os três pontos.



A grande questão está aí. A equipe batalha, faz uma apresentação ruim, reage, melhora muito, fica no quase, mas no fim o que prevalece é um resultado frustrante. Na temporada, foram sete clássicos onde obtivemos apenas uma vitória contra três empates e três derrotas. Nos dois jogos contra o Chelsea, e contra o Liverpool e United em casa, fizemos partidaças, mas não vencemos nenhum.


Esse rendimentos em jogos grandes, aliado com a grande capacidade de patinar fora de casa contra adversários bem mais fracos, é o que faz o Arsenal não ter ambição nenhuma na Premier League. Estamos há cinco pontos do Liverpool - primeiro dentro da zona de classificação para a Champions League, e vamos ter que suar a camisa para alcançá-lo. Detalhe que o Tottenham, que também está em nossa frente, almeja o mesmo que nós.


O próximo compromisso do time de Wenger será neste domingo (7). Pela FA Cup, a equipe visita o Nottingham Forest, às 14h. Transmissão da ESPN.


REFORÇO À VISTA - Fora das quatro linhas o clube dá sinais de evolução. Sven Mislintat, novo chefe de recrutamento, chegou a já começou a trabalhar. Depois de alguns rumores, na entrevista pós-jogo Arsène Wenger confirmou a contratação do zagueiro grego Konstantinos Mavropanos, de 20 anos. O jogador estava no PAS Giannina e custou cerca de 2 milhões de libras aos cofres do Arsenal.


No entanto, o atleta não chega para integrar o time principal. O comandante francês alegou que ele será emprestado para ganhar experiência e retornar a Londres com mais bagagem. Por vídeo, parece ser um zagueiro muito bom no jogo aéreo. Tem 1,92 m e esse recurso deverá ser muito explorado.