A reforma no Arsenal começou de vez

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Na temporada 2013/14, Leno enfrentou oito penalidades e defendeu 5 delas. Mais do que Ospina e Cech juntos, desde suas chegadas ao Arsenal. Apenas um fato


Qual é a real definição de reformar? Nos dicionários onlines da vida, resume-se como algo que "reconstitui a antiga forma; dá melhor forma; conserta; reconstrui; renova".


De que maneira reformamos algo? Agindo, mostrando serviço. Na sua casa, por exemplo, você contrata um profissional, compra materiais de construção. Nos primeiros dias vai ter dor de cabeça. Muita bagunça, seus pertences estão fora do lugar e coisas novas vão tomando conta do espaço. Depois, porém, tudo vai ganhando forma. Aos poucos, sua rotina entra nos trilhos.


Em um clube de futebol, a definição da palavra é um pouco mais complicada, delicada. Uma reformulação pode levar tempo, principalmente quando se está MUITO acostumado com os velhos hábitos.


No Arsenal, uma reforma não era colocada em pauta há muito tempo. Mencionava-se sobre pelos corredores, mas colocá-la em prática era outra história.


Até que as coisas começaram a mudar.


Antes mesmo da temporada acabar, o clube começou a contratar os seus pedreiros para iniciar a reforma. Raúl Sanllehí chegou do Barcelona e Sven Mislintat, do Borussia Dortmund.


Ao lado de Ivan Gazidis, o administrador da casa, começaram a fazer o orçamento da obra. O que seria preciso? Primeiro, desgarrar-se de algumas peças, como Sanchez, Walcott e Giroud. Depois, trazer material humano novo, como Mkhitaryan e Aubameyang. Por fim, encerrar o vínculo empregatício com o então atual caseiro, Arsène Wenger.


Caseiro este que, fez do nosso lar uma fortaleza. Mas que teve o seu alicerce enfraquecido com o passar dos anos. Era preciso trocar.


Chegou Unai Emery. Novo, motivado, competente e capaz de ser um importante membro nesta reforma.


Os pedreiros foram atrás de mais material humano: Stephan Lichtsteiner, multicampeão com a Juventus; Sokratis Papastathopoulos, do Borussia Dortmund (só será anunciado após a Copa); e, agora, Bernd Leno, que estava no Bayer Leverkusen.


Além deles, Lucas Torreira, da Sampdoria, também está próximo e deve ser confirmado após o Mundial.




A chegada do goleiro de 26 anos deve significar a saída de algum de nossos arqueiros. Cech não foi bem na última temporada, mas pode agregar mais que Ospina. O amigo Lucas Nicolau, porém, faz alerta ao jovem João Virgínia, da equipe sub-18.


"Estão falando absurdos dele na base, desbancando todo mundo e pulando etapas. Nos jogos que vi, não parece ainda ter bom posicionamento, mas tem grande agilidade e reflexos, e é incrivelmente bom com a bola nos pés", destaca.


Sobre saídas, Jack Wilshere está de malas prontas, após 17 anos no clube. Seu contrato não será renovado e, daqui alguns dias, ele estará livre no mercado. Sem Wenger, o meia perdeu força. Espaço aberto para a chegada de Torreira e camisa 10 livre para Mesut Özil.


Fazendo um balanço das contratações até aqui, são materiais bons e baratos, levando em consideração o inflacionadíssimo mercado atual. Sokratis vai nos custar 16 milhões de libras; Leno, 20 milhões; Torreira, 26 milhões; e Lichtsteiner veio de graça.


Ainda precisamos de peças. No mínimo mais um um zagueiro e alguém para atuar aberto pela esquerda, ambos precisam ser novos, já que a média de idade da equipe continua alta.


A reforma começou. No começo pode ser que seja difícil, mas tudo ficará melhor no futuro.