O retorno de Diego Costa e o efeito dominó no elenco

Divulgação/Atlético de Madrid
Divulgação/Atlético de Madrid

Diego Costa marcou o terceiro gol do Atlético de Madrid na vitória por 4 a 0 sobre o Lleida Esportiu, pelo jogo de ida das oitavas da Copa do Rei


O último dia do ano de 2017 reservou um dos momentos mais esperados da temporada para o Atlético de Madrid. Sob o olhar de mais de 25 mil torcedores presentes no estádio Wanda Metropolitano, Diego Costa e Vitolo enfim foram apresentados oficialmente pelo clube. 


Apenas quatro dias depois, ambos os atacantes já estavam em campo. Destaque especial para Diego Costa, como não poderia ser diferente, que voltou a vestir a camisa colchonera pouco mais de três anos e sete meses depois da fatídica decisão da Champions League contra o Real Madrid, em maio de 2014, no Estádio da Luz, em Lisboa. Naquela oportunidade, houve tratamento de coxa com placenta de égua antes da partida e pedido de substiuição com menos de dez minutos de jogo. Um melancólico adeus - ou melhor, até breve. 


Desta vez, a situação era bem diferente. O jogo era contra o modesto Lleida Esportiu, da terceira divisão espanhola, pela Copa do Rei. Diego Costa entrou aos 20 do segundo tempo e, acredite, marcou aos 25. Enquanto isso, a cerca de 1.500 quilômetros da Catalunha, o torcedor do Chelsea arrancava os cabelos ao ver Álvaro Morata perder gols feitos e desperdiçar contra-ataques, no clássico contra o Arsenal, em Londres. Cornetadas e mais cornetadas ao sucessor de Diego Costa nos Blues imediatamente começaram a pipocar nas redes sociais. É a saudade!


Embora tenha atuado até o apito final contra o Lleida, Diego Costa deixou o campo preocupando. O motivo: uma dividida que aparentemente não saiu barato para seu joelho direito. Foi o primeiro jogo oficial de Diego Costa desde maio do ano passado. Era de esperar que sentisse algum efeito do "tempo de castigo", embora tenha atuado apenas durante 30 minutos em sua reestreia pelo Atlético. Agora é torcer para não seja nada de mais sério! Só faltava essa! 


Com Diego Costa e Vitolo finalmente à disposição de Diego Simeone, o setor de ataque do elenco do Atlético de Madrid começa efetivamente a sofrer alterações. Um verdadeiro efeito dominó. Luciano Vietto é o primeiro a deixar o clube e ser emprestado ao Valencia até junho, com opção de compra. Quando brilhou pelo Villarreal há três temporadas, o atacante argentino era a loira dos olhos azuis de Diego Simeone, mas não conseguiu mostrar o mesmo bom futebol em Madrid, onde não empologou e balançou as redes apenas três vezes. No meio do caminho, ainda houve passagem apagada pelo Sevilla por empréstimo. 


Compatriota de Vietto, Nicolás Gaitán é outro que deve arrumar as malas. Há rumores de que ele deve deixar o Atlético de Madrid nesta janela de inverno. É um meia-atacante que se destacou muito pelo Benfica, mas não conseguiu repetir o mesmo nível com a camisa rojiblanca. Vai faltar espaço para ele.


Tudo leva a crer que o pelotão de frente da equipe conte com Diego Costa, Vitolo, Antoine Griezmann, Ángel Correa, Kevin Gameiro, Fernando Torres e Ferreira Carrasco. Sete atacantes de grande valor que deixam Diego Simeone despreocupado quanto a possíveis baixas ao longo do restante de temporada que vem por aí. Isso, claro, se o Atlético de Madrid não for surpreendido neste feroz mercado onde tudo pode acontecer até o dia 31. A situação de Griezmann ainda me preocupa, com o Barcelona de olho. 


Bem, ao menos o Atlético de Madrid está de volta ao mercado, com pretensões de trazer reforços também para outras posições. 2018 mal começou e já está bem agitado para os lados do Atlético de Madrid.