Na última visita a Moscou, Sergio Agüero salvou o Atlético de Madrid

Nesta quinta-feira, o Atlético de Madrid abre a rodada dos jogos de volta das oitavas-de-final da Liga Europa, às 13 horas (horário de Brasília), contra o Lokomotiv Moscow, na RZD Arena, em Moscou. Com larga vantagem de 3 a 0 no confronto, só um desastre inédito na temporada tiraria os colchoneros da próxima fase da competição. 


Se o título espanhol ficou mais longe, a Liga Europa virou sem dúvida nenhuma a rota mais acessível para o Atlético de Madrid não sair da temporada com mãos abanando. É bom lembrar que já faz três temporadas que o clube não conquista troféus. 


Do lado adversário, a situação é exatamente oposta. Permanecer vivo na competição europeia tornou-se um milagre, enquanto o título nacional é cada vez mais realidade para o Lokomotiv Moscow, que venceu o Ural na última segunda-feira e abriu 8 pontos de vantagem na liderança do Campeonato Russo. Depois de 13 anos, a equipe deve ser figurinha certa na próxima edição da UEFA Champions League - e muito provavelmente como cabeça-de-chave. 


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Com mais um golaço em sua carreira, Saúl Ñíguez abriu o caminho da vitória tranquila do Atlético de Madrid sobre o Lokomotiv Moscow, na semana passada


Se a vaga do Atlético de Madrid para as quartas está encaminhada, a única questão a se lamentar é a desgastante viagem até a capital russa, palco da final da próxima Copa do Mundo. Percurso de mais de 8 mil quilômetros, ida e volta, antes do duelo contra o Villareal, no final de semana. Recentemente, o Atleti jogou em Rostov e São Petersburgo pela Champions, mas curiosamente não viaja para Moscou há mais de uma década, desde um confronto contra o próprio Lokomotiv Moscow pela fase de grupos da Copa da UEFA 2007/08.


Naquela ocasião, diferentemente do que acontece hoje em dia, as chaves da competição eram formadas por cinco equipes, que se enfrentavam entre si em turno único, onde o três primeiros avançavam. Ao final deste estágio, o Atlético acabou como líder e o Lokomotiv como lanterna do grupo. Mesmo assim, o Atleti passou por maus bocados no confronto contra os russos, no mesmo palco do duelo desta quinta-feira. 


Daquele time do Atlético de Madrid, não há nenhum sequer remanescente no atual elenco. O goleiro era o italiano Christian Abbiati, emprestado pelo Milan à época. A dupla de zaga era formada pelo espanhol Pablo Ibañez e pelo brasileiro Fabiano Eller, que rodou o futebol brasileiro por clubes importantes como Palmeiras, Vasco, Flamengo, Fluminense, Santos e Internacional. O meio-campo colchonero também contava com um brasileiro: Cléber Santana, ex-Santos, São Paulo e Flamengo, vítima do acidente aéreo da Chapecoense, em 2016.


No ataque do Atlético de Madrid, nada menos do que o uruguaio Diego Forlán, que vivia o auge de sua carreira, e o argentino Sergio Agüero, que aos 19 anos já começava a despontar no futebol europeu. O treinador do Atlético era o mexicano Javier Aguirre. 


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Cléber Santana defendeu o Atlético de Madrid entre 2007 e 2010, depois de passagem bem-sucedida pelo Santos


O Atlético de Madrid abriu o placar logo aos 16 minutos do primeiro tempo, com gol do então garoto Sergio Agüero, que já dava mostras de seu faro artilheiro. Ex-jogador da seleção russa, Diniiar Bilialetdinov deixou tudo igual ainda na primeira etapa. Mal os times voltaram do intervalo, Diego Forlán recolocou o time espanhol na frente do placar, mas não muito tempo depois um apagão no sistema defensivo colchonero permitiu ao atacante nigeriano Peter Odenwingie marcar duas vezes e virar o marcador.


Mas não há jogo perdido quando se tem Agüero no time. Faltando cinco minutos para o fim do tempo regulamentar, o argentino recebeu linda assistência do português Maniche, que havia saído do banco de reservas, e decretou o empate por 3 a 3. Se quiser assistir aos gols desta partida cheia de reviravoltas, clique aqui


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Em 2007, Sergio Agüero vivia apenas sua segunda temporada com a camisa do Atlético de Madrid

Naquela edição da Copa da UEFA, o Atlético de Madrid acabou caindo precocemente para o Bolton, da Inglaterra, na fase de 16 avos-de-final. Pouco mais de dez anos depois, o Atlético de Madrid é bicampeão da Liga Europa e agora busca o terceiro caneco. Mas a semente do sucesso nesta competição foi plantada ali.