Atético de Madrid: quando os dois maiores ídolos do clube colocaram a Espanha no topo

Getty Images
Getty Images

Em 2008, a Espanha se sagrou campeã europeia com Luis Aragonés no comando e Fernando Torres no ataque


Luis Aragonés faleceu no dia primeiro de fevereiro de 2014.


Como jogador, ele se tornou o maior artilheiro da história do Atlético de Madrid e até hoje ninguém foi capaz de superá-lo.


Foram 172 gols marcados entre 1964 e 1974, um dos períodos mais vitoriosos da história clube. Três Ligas, duas Copas e uma Intercontinental. 


Aragonés também é o segundo jogador do clube que mais balançou as redes na história do Campeonato Espanhol. Com 123 gols, só perde para Adrián Escudero, que fez 150.   


Depois que pendurou as chuteiras, Aragonés ainda teve quatro passagens pelo Atlético de Madrid como treinador.


Primeiro, a mais longeva, de 1974 a 1980. Depois, quase a mesma duração, entre 1982 a 1987. Por fim, outras duas ocasiões mais breves: 1991 a 1993 e 2002 a 2003.


À beira do campo, Aragonés levou o Atético às conquistas de mais uma liga espanhola e outras três Copas do Rei. 


Faça as contas. Luis Aragonés defendeu o Atlético de Madrid durante 25 dos 75 anos que viveu. E levantou nada menos do que dez taças.  


Fernando Torres não é Luis Aragonés, não tem a mesma quantidade de conquistas e jamais chegará à mesma marca de gols, afinal despediu-se do clube na última temporada.


No entanto, a matemática da carreira (16 anos dedicados ao Atlético) e a identificação com o Atlético de Madrid estão na mesma prateleira. 


Para o torcedor que tem mais de 60 anos, Aragonés. Para aquele que tem 30, Torres.


Em 115 anos de história, difícil achar alguém tão ou mais adorado pela torcida do Atlético de Madrid quanto as figuras de Aragonés e Torres. 


Em seu segundo ano como profissional, Torres foi treinado por Aragonés na temporada 2002/03, quando o Atlético se reerguia depois de um rebaixamento para a segunda divisão.


No entanto, era apenas o início de uma união que se estenderia à seleção espanhola e terminaria com a glória de um título de Eurocopa. 


Berlim, 29 de junho de 2008. Exatamente dez anos atrás. Vitória sobre a Alemanha por 1 a 0, em Viena, com gol de El Niño Torres e chancela de Don Aragonés. 


Foi o último ato de Luis Aragonés como treinador da seleção principal e o grande ato de Fernando Torres com a camisa da Fúria. 


Mais do que isso, foi o primeiro ato da coleção de conquistas que estavam por vir da geração mais vitoriosa da história da seleção espanhola de futebol. 


A origem de tudo remete a Fernando Torres e Luis Aragonés. Ídolos do Atlético de Madrid. Herois da Espanha. 


Getty Images
Getty Images

Fernando Torres tirou do goleiro alemão Lehmann e fez o gol do título da Eurocopa de 2008


Abaixo, relembre a ficha técnica daquela final entre Espanha e Alemanha:


DATA: 29 de junho de 2008


LOCAL: Estádio Ernst Happel, Viena (Áustria) 


ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Puyol e Capdevila; Marcos Senna; Iniesta, Xavi, Fábregas (Xabi Alonso) e David Silva (Cazorla); Fernando Torres (Guiza). Técnico: Luis Aragonés.


ALEMANHA: Lehmann; Friedrich, Metzelder, Mertesacker e Lahm (Jansen); Torsten Frings, Hitzlsperger (Kuranyi), Ballack, Schweinsteiger e Lucas Podolski; Klose (Mario Gómez). Técnico: Joachim Löw. 


GOL: Fernando Torres, aos 32 minutos do primeiro tempo. 


PÚBLICO: 51.428 pessoas


Para ver os lances daquela decisão entre Espanha e Alemanha, clique aqui.