Erros cruciais definem empate entre Galo e Sport

Três dias atrás retomei aos meus pitacos neste espaço alvinegro contando que voltava de uma temporada longa fora do país. Foram quase 15 dias em Portugal, trabalhando. Cheguei em Lisboa um dia após a partida Sporting X Barcelona e embarquei de volta ao Brasil no mesmo dia de Portugal X Suíça. Dois jogos que valeriam uns merréis - se você falar ‘pila’, lá, você poderá ferir suscetibilidades - mas que a (falta de) sorte me impediu de assistir.


Nem sempre os deuses da bola me colocam no lugar certo e na hora certa. Diferentemente da jornada feita nesse mesmo país coirmão em fevereiro, quando pude ver Benfica X Borussia Dortmund pela Champions e, em Madri, Real X Espanyol pela Liga. Já vi futebol de muita qualidade em 2017, devo dizer. Não no Brasil.


Eis-me aqui uma vez mais na sala de embarque do terminal 3 de Guarulhos. Decolo daqui a pouco para mais 15 dias longe da terrinha. Destino: México. Mais trabalho e estudo. Já que o Galo não engrenou na Libertadores nesses últimos 4 anos, me levando para cima e para baixo para vê-lo jogar, o trabalho faz as vezes de me colocar para fora de casa.


Tenho estado tantas horas dentro de um avião atravessando oceano quanto as horas do Fred sem marcar gols. Graças às máquinas voadoras e seus pilotos brilhantes, ainda tenho o direito de tomar uma birita e preparar o fígado para os líquidos dionísicos dos destinos. Graças à perícia dessa gente toda, sinto-me seguro na boleia desse bichão de metal com asa. Deito e durmo, mesmo quando uns ventos marotos insistem em nos enfrentar.


Divulgação Atlético-MG
Divulgação Atlético-MG

Elias e Cazares falharam Galo precisa parar de perder ponto por displicência


Já pensou como seria o meu voo se o piloto do avião se inspirasse no Elias e naquela saída de bola displicente que originou o gol do Sport? Já pensou se pessoal da manutenção da aeronave, ao revisar o equipamento, tivesse a mesma insolência do Cazares naquele lance do segundo tempo quando ele, frente a frente com o Magrão, desperdiçou a oportunidade de virar a partida?


Empatar com o Sport na Ilha do Retiro não é um mau resultado! O pontinho conquistado no Recife torna nossa meta de 46 ainda mais atingível. E é o que dá para almejar, enquanto não virar a chave na cabeça da turma na Cidade do Galo de que equipes campeãs são formadas por pessoas em busca da perfeição. Em qualquer esporte, diga-se.


O Galo tem mesmo um grande elenco, com muitas competências e habilidades que tornariam nosso time candidato a qualquer título da temporada, não fosse a tolerância ao erro recorrente ou às escolhas equivocadas. O que falta ao clube é, além do desejo de não errar, efetivamente parar de errar as mesmas coisas. Nosso time não demonstra incômodo com suas falhas e isso nos tem custado pontos e conquistas importantes. Ainda bem que essa galera não pilota um avião.


E graças aos deuses da bola o Fred acabou com o jejum…