Com a Massa e pela Massa, Galo estreia no Horto com vitória

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético



Oswaldo de Oliveira testou sua proposta de time titular pela primeira vez neste domingo, no Campeonato Mineiro. Venceu o Democrata de Governador Valadares com muita sobra. Um vareio, em especial, no começo da partida. Quando o árbitro mandou a turma beber água, aos 30 minutos, o placar já marcava os 3 gols que dariam números finais à segunda partida alvinegra no regional. 2 do Elias e 1 do Roger Guedes. Típica partida de clube da capital contra equipe do interior e, até por cuidado com os colegas de profissão, os atleticanos tiraram o pé do acelerador. Apenas tentaram encontrar uma oportunidade para o novo camisa 9 do Galo marcar o seu, o que não aconteceu. Chega aos 4 pontos, somados os 3 de hoje com o ponto conquistado no empate dos reservas com o Boa.


É cedo para celebrar vitórias e praguejar resultados adversos, eu sei, como em todo começo de temporada. Ainda mais quando há tamanha distância entre as equipes. Mas, no primeiro jogo de 2018 no Independência, dois resgates valem muito o registro:


1. A presença da Massa Atleticana no estádio: graças a uma campanha executada pela diretoria, a torcida garantiu com antecedência o pacote de ingressos para os jogos do Galo como mandante na primeira etapa. O preço? R$40 para o conjunto de 5 entradas. Inclui inclusive o clássico contra o Cruzeiro. Ok, essa ação foi exclusiva para o sócio-torcedor e há que se levar em conta que o povão mesmo não tem cartão de crédito para se associar ao programa. Mas ainda assim, para quem não é adepto ao Galo na Veia, foi possível adquirir o ingresso para o jogo contra a Pantera por preços mais módicos (R$20, R$30...). E esse é o primeiro resgate: trazer outra vez o povão para a arquibancada, fazê-lo se sentir desejado no estádio, necessário para fazer ferver o sangue do time, dar raça.


2. O estilo intenso do futebol alvinegro: a primeira meia hora de bola rolando foi uma manifestação inequívoca de amor ao jeito atleticano de jogar. Elias, Otero, Cazares e os dois estreantes do ataque - Roger Guedes e Ricardo Oliveira - não desistiam hora nenhuma. Abafavam a saída do adversário, acreditava em todas as jogadas. Empurrados pela Massa e se sentindo donos do terreiro, tivemos um déjà vu bão de se viver. O Galo da Copa do Brasil de 2014 jogava assim, tanto na intensidade, quanto na crença das jogadas e na defesa do seu território. Tão diferente do que vimos no segundo semestre de 2017.


Com o povo, com raça e com crença, esse Galo 2018 pode render mais do que o papel sugere, o que é lindo! Afinal de contas, aprendemos a duras penas que papel não entra em campo.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético