Galo de Thiago Larghi: o que o torcedor pode esperar da temporada?

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Foram exatas duas semanas de observação. Meu objetivo: ver como o técnico até aqui interino se sairia na missão de conduzir o Galo após a saída do Oswaldo de Oliveira. Não queria me precipitar, tanto na desesperança/ cornetagem quanto na euforia/ babação de ovo. Depois de 4 jogos, acho que já dá para avaliar alguma coisa.


Duas vitórias até aqui: uma em cima do Coelho, cujo resultado (3 a 0) não refletiu a parada torta que foi o clássico, e outra em cima do Botafogo-PB, um jogo de encher os olhos. Uma derrota e um empate. O revés foi logo em sua estreia, em casa, para a Caldense. O empate aconteceu hoje, em Juiz de Fora, com o Tupi. Ambos para times do interior pelo Campeonato Mineiro, que nos tiraram 5 pontos.


Por pouco não aconteceu a 2ª derrota neste domingo. A pressão feita pelo Galo original sobre o seu xará foi um ponto positivo, mas faltou um pouco mais de articulação e, no começo da partida, talvez um pouco mais de atenção, perdendo oportunidades claríssimas de gol e deixando o Tupi chutar de média distância.


É verdade que o gol adversário aconteceu mais por mérito do adversário do que falha atleticana. Da mesma forma, o chute do Cazares, que resultou no gol de empate, não foi resultado de uma trama bem construída.


Reconheço que o Galo de Thiago Larghi me agrada mais que o time do Oswaldo. Me parece mais consistente e equilibrado, tanto defensiva quanto ofensivamente. É intenso e objetivo. No jogo contra o Carijó, foi perceptível o comprometimento dos jogadores de ataque em recompor a defesa, ora com a volta do Roger Guedes, ora com os botes dados pelo argentino Tomás Andrade. Dedo do treinador.


A preocupação que fica, quando observamos a tabela do regional e constatamos a fraquíssima campanha até aqui – só conquistou módicos 12 pontos dos 24 disputados –, me pergunto se teremos elenco suficiente para disputar o Brasileirão e as fases importantes da Copa do Brasil com reais chances de levantar o caneco? 


Mesmo com as melhoras apresentadas pelo time sob o comando de Larghi, nada faz crer que teremos chances concretas de título. Projetando a performance do Mineiro no Brasileiro (com times infinitamente superiores), em mantendo os mesmos 50% de aproveitamento, o 5˚ lugar é o máximo que poderemos almejar. Honestamente, se isso acontecer, eu levantarei as mãos pro céu.