No poleiro do Galo, não há rivalidade. Há disparidade!

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Cruzeiro: o maior rival de todos.


O Cruzeiro é o maior rival do Galo. O maior de todos, disparado. Desse clássico, o placar mais elástico é azul: 9 a 2. Imbatível. Os dois times já protagonizaram inúmeras finais nos torneios regionais. Mas, no âmbito nacional, o único confronto valendo taça foi vencido pelo time da Toca, em 2014: campeão da Copa do Brasil. Isso sem falar nas incontáveis partidas que jogaram desde o primeiro encontro, nos anos 1920. De lá pra cá, o time celeste, que jamais trocou o nome, venceu a maior parte das vezes. Dos 504 encontros, 203 vitórias (contando com a de hoje) da raposa. É muita supremacia.


É muito 1˚de abril!


Se há uma boa e engraçada mentira no futebol brasileiro, é a tal supremacia cruzeirense sobre o Clube Atlético Mineiro. O maior campeão das Gerais, com 35 vitórias a mais que o rival nos confrontos diretos, encaminha mais um caneco do estadual para a sua estante. Se empatar ou perder por 1 gol de diferença, conquistará seu 45˚ título mineiro. No poleiro do Galo, não há rivalidade. Há disparidade!


O primeiro jogo mostrou um Atlético muito encaixado defensivamente, compacto, brigador. Até as saídas do Luan, Adilson e Elias, o Galo parecia não ter um buraco em suas linhas. E, lá na frente, a qualidade da bola parada do Otero e o faro de gol do Ricardo Oliveira garantiram a vantagem no marcador. Adilson, na casquinha matadora, também anotou o seu entre as pernas de Fábio.


Certeza que Fábio, em dado momento, temeu viver 2007 tudo outra vez…


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Uma bola no gol. Fábio de costas. 2007 feelings...


Podemos dizer que a fase atleticana é a soma de muitos fatores. Larghi tem sua parcela de contribuição, certamente. Além de uma postura equilibrada nos avanços e nos recuos, a bola melhor trabalhada e jogadas ensaiadas aproveitando a qualidade do Otero - três assistências, hoje, e um partidaço! - e Cazares, o interino mais efetivo que você respeita promoveu a mexida que mudou a cara do time: colocou Luan de titular.


O Menino Maluquinho é foda!


Tem boa técnica, entende-se bem com o Patric - faz até o lateral melhorar muito a performance -, faz boa cobertura, ataca bem a bola… Mas, acima de tudo, Luan é um oásis de liderança pelo exemplo que esse time precisava. Enquanto Victor e Léo Silva impõem respeito, Luan injeta sangue na turma, uma descarga de hemácias, leucócitos e plaquetas do que vivemos em 2013 e 2014. Se essa galera nova, recém chegada ao Alvinegro, não sabia do que éramos capazes, Luan ensina.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Com Luan em campo, o futebol do Patric é outro!


Coelhinho da Páscoa e rivalidade, em Minas, eu não acredito. Nesse Galo do Luan, eu acredito!


Ainda há um segundo jogo para sacramentar de vez o título e há ainda o que evoluir, seja no tático, seja na busca dos reforços para o Brasileirão. A raça e a bola parada já estão resolvidas. Vamo, Gallo! Vamo, Galo!