Galo no topo: Larghi tenta remendar o planejamento de 2018

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Após cinco rodadas do Campeonato Brasileiro, os três times que dividem a liderança têm 10 pontos conquistados com três vitórias, um empate e uma derrota. Galo, Corinthians e Flamengo, não nesta ordem, aparecem no topo da tabela. Ao final dessa rodada, vencendo o clássico contra o Botafogo, Fluminense poderá se juntar aos três primeiros, com a mesma performance.


O que faz o Galo não figurar em primeirão pode ser listado, por ordem de importância: 1. não ter segurado o placar contra o Vasco (na primeira rodada) enquanto vencia, já que acabou perdendo o jogo; 2. não ter segurado o placar contra o São Paulo (quarta rodada) quando virou e acabou empatando; 3. não ter feito um saldo maior de gols no jogo contra o Atlético Paranaense, uma vez que teve tantas oportunidades de gol na casa do adversário que mais parecia final de Copa do Brasil diante do Cruzeiro, de tão fácil.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


O resultado contra o time carioca em São Januário, na estreia do Brasileirão, foi o mais doloroso, visto que vencia a partida até os 40 e tanto do segundo tempo, quando o Galo sofreu a virada e viu três lindos pontos lhe escapando por entre as esporas. Nem um pontinho sequer. O empate com o São Paulo no Morumbi também deixou um gosto amargo no bico do atleticano e uma pontinha de raiva do lateral Patric, pela tentativa de drible na cabeça da área que resultou no gol adversário. Já contra o Furacão, na Arena da Baixada, a vitória de virada é o que precisa ser celebrado. Mas se tivéssemos marcado ao menos três das chances claras de gol que perdemos, igualaríamos o saldo com o Corinthians, o nosso pato da terceira rodada.


Não estamos isolados na cabeceira da tabela, mas também não estamos em sua rabeta. E isso é surpreendente, cá entre nós. O time de Thiago Larghi apresenta um futebol pra lá de vistoso, com intensidade na defesa e recuperação da posse de bola e trato cuidadoso na construção das jogadas. Na hora do arremate, ainda um quê de fominhagem desnecessária precisa ser trabalhado, mas o resultado final está bastante promissor.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Não sei qual é o pacto entre treinador e elenco, se há algum e em quais bases. A coragem de colocar para jogar ou no banco jogadores do quilate de um Leonardo Silva, Cazares, Elias, mostra que o garoto tem prestígio. Rodando as peças, Larghi parece buscar extrair a melhor fase de cada atleta, que tem seus altos e baixos. Quando precisou, Róger Guedes esquentou um banco. Agora, tá comendo a bola. Elias entrou bem no jogo contra o xará do Paraná, assim como Cazares. Parece que Victor e Ricardo Oliveira são as únicas unanimidades do elenco. Victor é intocável mesmo. E que partidaço fez neste domingo de Dia das Mães. Ricardo Oliveira, por falta de substituto que justifique a tentativa.


Se não estamos em primeiro, estamos mais alto do que podia-se esperar no início do ano, quando a diretoria demitiu o técnico Oswaldo Oliveira. De lá para cá, a perda do Campeonato Mineiro, a eliminação para o San Lorenzo na Copa Sul-Americana e uma vaga na Copa do Brasil por decidir com a Chapecoense, a chegada de atletas que vieram ser pendurados na vitrine alvinegra e algumas declarações desnecessárias. Com um planejamento remendado, Larghi parece tentar de tudo para salvar o ano atleticano. Eu acredito!


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Se der certo - sou o primeiro a torcer por isso! - que a diretoria não se vanglorie do feito. Apenas levante as mãos pro céu