9 X 2: tópicos sobre a temporada do Galo e do clássico com o Cruzeiro

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Sobre o clássico Atlético e Cruzeiro desta noite de sábado, destaco nove  tópicos que necessitamos debater sobre o restante da temporada e dois tópicos sobre os clássicos em geral:


Os nove tópicos para o restante da temporada:



  1. 1. Após três meses de comando, Thiago Larghi deu uma cara para o time alvinegro e ela tem características muito claras: controle do jogo pela posse de bola, saídas rápidas com o recuo dos meia-armadores para próximo da linha de volantes... Não há melindre por parte dos jogadores em começar tudo de novo, se a jogada não evoluir, e a ligação direta não aparece como opção.

  2. 2. Larghi apenas não conseguiu desenvolver um enxoval maior de jogadas com seus atacantes e as escolhas feitas por seus atletas, na hora do arremate, quase sempre se mostram a menos adequada para o momento.

  3. 3. Ao dar padrão de jogo para o Galo, Larghi solta a batata quente no colo do outro Gallo. Mostra que, com padrão de jogo, o que falta ao Atlético é maior qualificação do elenco.

  4. 4. Ao final da partida entre Atlético e Cruzeiro, na qual o de sempre aconteceu, Larghi mesmo solicitou mais 3 ou 4 peças, em entrevista coletiva.

  5. 5. Será que o Galo tem cacife suficiente para trazer jogadores que venham para reforçar (e não apenas compor) o elenco?

  6. 6. Róger Guedes gosta de viver com emoção. No jogo da Chapecoense, perdeu pênalti numa cobrança despudorada. Sem pudor algum, dá um baile no Cruzeiro no Horto. Ele não precisa ser convocado por Tite para a Copa da Rússia. Ele é a própria Montanha Russa. Sua moral com a Massa fica ora em cima, ora em baixo.

  7. 7. Seu companheiro de ataque e de desperdício de penal, Ricardo Oliveira, parece estar numa fase complicada. É nítida a sua entrega e participação coletiva nos jogos, mas faz falta o que define o centroavante. Definição. As perdas de oportunidades têm se acumulado.

  8. 8. O sistema defensivo do Galo nunca esteve tão bem. Mérito de todos, claro. Mas os volantes andam chamando a atenção. Porque não adianta só destruir as jogadas adversários. Há que saber o que fazer com a bola para não rifá-la e sofrer novo ataque.

  9. 9. Com a vitória sobre o Cruzeiro, Galo pode beliscar a liderança. Cedo demais para sonhar com algo maior no campeonato ou é melhor colocar a euforia em modo stand-by?
     


Para fechar, 2 tópicos sobre os clássicos em geral:



  1. 1. O exemplo de comportamento em dias de clássico quem precisa dar são os dirigentes das duas equipes. A cada partida, o visitante apresenta sempre reclamações contundentes sobre o tratamento recebido pelo mandante. É hora da quinta série sair de cena e entrar os gestores.

  2. 2. Entra ano e sai ano, o Cruzeiro continua um freguês cinco estrelas. Que pena que nem todos os times tremem como o rival celeste quando vê a listrada na frente...


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Os olhares confiantes de quem nunca tremeu para rival...