Galvão? Fala, Tino! É hora de falar do Galo

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Quando a Copa do Mundo de 2018 acabar, veremos surgir um novo Atlético em campo. As novas contratações e os atletas negociados com o futebol internacional – na sua até aqui totalidade, árabe – mexerão de tal forma na escalação do atual vice-líder do Campeonato Brasileiro que eu provavelmente terei dificuldades de reconhecer todos os rostos em campo e até mesmo de lembrar seus nomes.


Tá certo que essa turma toda chegou no meio de uma Copa do Mundo, quando as minhas atenções, confesso, estavam freneticamente na Rússia. Copa do Mundo é uma coisa muito especial, diferente mesmo, que nos encanta e anestesia. Todo jogo importa. Queremos ver o Japão, Austrália, Marrocos... A Copa tem esse poder, né?


Para o meio campo, chegaram José Welison (volante) e o uruguaio David Terans. O meia Leandrinho, do Napoli, recebeu uma proposta de empréstimo e é esperado na Cidade do Galo na próxima semana. O ataque foi bem recheado com as chegadas de Denílson, atacante sangue quente mas com grande identificação com Ricardo Oliveira, Edinho e o colombiano Ymmi Chará. Chará é apontado como um dos grandes destaques do mercado sul-americano.


Como canta Milton Nascimento, o trem da chegada é o mesmo trem da partida. E nele, já foram Otero e Yago. Cazares está com o bilhete na mão, podendo embarcar a qualquer hora. Todos para perto de onde se jogará próxima Copa do Mundo. A experiência será benéfica para o jovem volante da base alvinegra. Cazares, se sair, fará falta. Otero já faz. Ou melhor: suas cobranças de falta fazem falta! Róger Guedes segue na fila de espera. Ao que parece, só deixaria o Galo se o destino fosse a Europa...


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Em amistoso contra a Seleção Brasileira Sub-20, goleada do Galo


Outro que não jogará mais esse ano pelo Galo será Gustavo Blanco, que reforçou recentemente o departamento médico atleticano. Era um dos principais atletas alvinegros na temporada. Assim, um provável Atlético para a segunda metade do ano pode ser Victor; Patric, Leo Silva (Bremer), Gabriel e Fábio Santos; Adílson; Yimmi Chará, Elias, Luan e Róger Guedes; Ricardo Oliveira. Vai ver, muitos dos nossos reforços são mais habilidosos que os camisas 10 de Irã ou Costa Rica e é chegada a hora de colocar um reparo nessa turma, uma vez que as seleções sul-americanas já deram adeus ao mundial, o quê, para mim, faz perder muito a graça do torneio.


Vamo, Galo de Ouro, seleção do povo!