Grêmio 2X0 Galo: deu saudade de ver o Panamá jogando

Eu bem que não gostaria de produzir o primeiro texto após Copa do Mundo choramingando a falta dela, essa sumida que nos dá oi de quatro em quatro anos. Mas eu pergunto: tem como? A pessoa passa 30 dias vendo o que há de melhor em termos de esquema tático, jogadas ensaiadas, alternativas de transição defesa-ataque, visão de jogo, domínio de bola, pressão para retomar a sua posse... Conscientiza-se de que maior posse não significa domínio, que bola parada é arma letal no momento do esporte no qual as defesas têm linhas muito próximas, compactadas, e que contra-ataque é como manha no Street Fighter: são os mesmos quatro movimentos, rápidos e encadeados, para derrubar o adversário.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Não, vocês não estão de parabéns!


E, de uma hora pra outra, temos o Campeonato Brasileiro, juiz caseiro, Atlético em fase de remontagem, bola queimando nos pés alvinegros, contra-ataques desperdiçados como se não tivessem treinado, derrota para o Grêmio e uma sensação de que o futebol só é alegre na Copa do Mundo. No mundo real é raiva, angústia e a constatação de que o Galo de 2018 dificilmente nos dará a alegria de quatro anos atrás, quando vingou a seleção canarinho no Mineirão.


Sim! Após a Copa de 2014, o Galo Doido mostrou ao Pistola como se portar no Gigante da Pampulha, conquistando a Recopa Sul-Americana em cima dos argentinos do Lanús e a Copa do Brasil em cima do Crüzeiro, depois de ter aplicado um double 4 a 1, primeiro no Corinthians, depois no Flamengo. Time de raça e crença era aquele. E do Tardelli, Guilherme, Léo Silva, Réver, Jemerson e um cadinho do R10. O de 2018...


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Quando é que o amigo estreia, mesmo?


Perder para o Grêmio em sua arena não é o fim do mundo. No domingo, em São Paulo, teremos o Palmeiras pela frente. Entender que a sequência do Brasileirão não é a das mais simples para o Galo é fundamental. Que a parada da Copa tenha dado ao Larghi a oportunidade de preparar o time para entregar mais do que vimos na noite de ontem. Porque, o que eu vi ontem, me deu saudade de ver o Panamá jogando.