Retrospectiva 2017 no Furacão: os volantes

Com perdas, aquisições e polêmicas, a "volância" foi o setor mais turbulento do Atlético-PR em 2017. E leva poucas certezas para a próxima temporada, visto as saídas já confirmadas e a busca por novos nomes que deve acontecer nos próximos dias. Por aqui, você confere como foi o desempenho de cada um dos jogadores que participaram ativamente no ano que passou. 


Lucho González (46 jogos)


Muito provavelmente o nome mais comentado do ano no Atlético-PR, Lucho também foi o assunto do post mais polêmico desde o nascimento desse blog. Importante? Supervalorizado? Tático? O que ele realmente representou ao time?


Gazeta Press
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Lucho não jogará pelo Atlético-PR na próxima temporada


Se todas essas atribuições foram utilizadas nos mais diferentes momentos, é porque obviamente nenhuma delas está 100% correta. Pois, assim como todos os outros jogadores, Lucho oscilou bastante durante a temporada, tendo momentos de muita contribuição e outros em que parecia invisível.


Uma coisa, no entanto, é certa: ele foi um leão, se entregando ao máximo em campo e não deixando o time na mão. Excessos esses que levaram a alguns carrinhos irracionais, mas enfim. Lucho teve uma passagem de altos e baixos, que se encerrou oficialmente no dia de ontem. No fim das contas, foi uma honra. 


Nota: 6,0


Matheus Rossetto (59 jogos)


Temporada de plena evolução para o jovem de 21 anos, que ganhou espaço no elenco após um ótimo Campeonato Paranaense. Foi ficando cada vez mais óbvio que sua qualidade ia além do "time B". 


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Rossetto é o futuro da posição no Furacão


Mesmo tendo claras fragilidades que ainda devem ser corrigidas, como no aspecto físico e de marcação, Rossetto é o nome mais promissor do elenco no sentido de repertório técnico, tomando iniciativa de jogadas e tratando a bola com muito carinho. 2017 foi um preparativo para a temporada em que ele provavelmente será titular absoluto. 


Rossetto é uma jóia que vem sendo lapidada e preparada para assumir uma posição de destaque no elenco. Mesmo em meio a essa transição, ele fez bons jogos, foi o líder de assistencias da temporada e ainda fez o mais belo gol do time na temporada. Teremos grandes momentos com esse jogador. 


Nota: 6,5


Esteban Pavez (21 jogos)


Nos sentimos sem pai nem mãe após a saída do excelente Otávio para o futebol francês, que era o dono incontestável da posição de primeiro volante. No entanto, Pavez ajudou a estancar os ferimentos. 


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Pavez assumiu a posição com autoridade


Solidez define a participação do chileno, que ofereceu muita presença em campo desde a sua primeira participação. Nesse sentido, compõe defensivamene com muita inteligência, ajuda na armação e tem uma parte técnica acima da média para jogadores com o seu estilo. 


Com apenas algumas falhas bem pontuais, Pavez mostrou ser um titular de confiança, que, chuto eu, terá algumas temporadas como peça de confiança de quem passar por aqui. O grande acerto da diretoria na temporada.


Nota: 7,0


Eduardo Henrique (17 jogos)


Como uma peça exclusivamente tática, Eduardo Henrique é ok. Compõe defensivamente, tem forte jogo aéreo e não compromete o time com falhas constantes. O problema está na técnica e na saída de jogo, até porque estamos falando de alguém que necessita constantemente assumir a função de ligação na equipe.


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Eduardo Henrique não deixará saudades


Assim, Eduardo Henrique, que já tem saída confirmada, não fará falta no elenco. Foi uma tentativa da diretoria em um momento que estávamos carentes na posição. Válido, mas não deu certo. Boa sorte por onde passar. 


Nota: 4,5


Deivid (11 jogos)


Com participação cada vez mais reduzida no elenco, Deivid viu o futebol a sua volta evoluir para jogadores na sua posição e ficou pelo caminho. O que é lamentável para quem apresenta qualidade defensiva. 


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Após oito anos de serviços prestados, Deivid deve deixar o Atlético


Com o aditivo das lesões, Deivid perdeu espaço no clube e deve buscar outros rumos para a carreira. Por aqui, foram oito anos de muita entrega. Porém, não há motivo para que exista uma nona temporada. 


Nota: 4,5


(só foram considerados jogadores que fizeram sete jogos ou mais na temporada)