Furacão: 318 aplausos para Weverton

Weverton chegou tímido ao Atlético-PR. O momento era dos mais complicados da história do clube: enterrado na Série B, fora da zona de acesso e tendo que reconstruir seu projeto no meio do caminho. Naquela ocasião, a torcida já começava a desacreditar. 


E o novo arqueiro, que a princípio chamou a atenção pelo seu peculiar corte de cabelo, ganhou espaço naturalmente. Mesmo com contestações da torcida e algumas falhas. Falhas, essas, fundamentais para sua formação. 


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Falhas, evolução e status de ídolo: Weverton deixa o Atlético-PR após 318 jogos


Comprometido, Weverton buscou melhorar e viu suas habilidades como goleiro crescerem gradativamente. A saída de gol, que era um grande problema, foi deixando de incomodar até o ponto de se tornar segura. O reflexo, seu ponto forte, alcançou um nível que o levou ao primeiro escalão de goleiros do Brasil. Nesse sentido, a consagração de seu crescimento veio no duelo diante do Grêmio, pela semifinal da Copa do Brasil de 2013, com uma atuação de gala que levou o Furacão até a decisão. 


Durante as temporadas de 2014 e 2015, já como capitão, Weverton deu continuidade ao seu trabalho com regularidade e ótimas atuações. Confiante, líder e cada vez mais completo. O radar da seleção começou a ligar até o grande momento de sua carreira, em 2016, quando foi convocado para as Olimpíadas após o corte de Fernando Prass.


Fato divisor de águas, pois por um lado elevou o nome de Weverton, que inclusive agarrou um pênalti na disputa final que deu o título inédito ao país, mas pelo outro o deixou mais distante do Atlético-PR. Mesmo assim, serviu ao clube com unhas e dentes até o fim, mesmo com a frustração de ver a Europa ficar longe. 


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A consagração de Weverton pela seleção brasileira


Sua saída para o Palmeiras por motivações financeiras é frustrante, uma vez que fomos obrigados a aceitar "qualquer oferta" para não perder o goleiro de graça em maio. É um fim de ciclo triste, mas compreensível: após seis anos de serviços prestrados, não podíamos mais o segurar. Ainda mais por, em sua última temporada, ter recebido ingraditão de boa parte da torcida. 


Weverton foi o principal atleta do Atlético-PR nesta década em termos de representatividade, além de apresentar nível técnico altíssimo e comando dentro do grupo. Que não esqueçamos tçao rápido dessa marcante passagem, e que ele tenha a sorte de driblar a desconfiança para brilhar no restante da carreira. 


Você foi gigante, W#12. 


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Weverton e seu agora 'concorrente' Fernando Prass: eles disputarão, junto de Jaílson, o posto de titular no Palmeiras