Retrospectiva 2017 no Furacão: os meias

A retrospectiva que acompanha os jogadores que fizeram o 2017 do Atlético-PR volta com os meio-campistas. Sem enrolação, vamos seguir. 


Felipe Gedoz (30 jogos)


De início, Felipe Gedoz não aproveitou a oportunidade de atuar pelo Atlético, clube que investiu em sua contratação e lhe entregou a camisa 10. Houve um ganho de peso absurdo nos primeiros meses e, mesmo com atuações satisfatórias, ele foi colocado "de castigo" até se recuperar e entender qual era sua profissão. 


Gazeta Press
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Felipe Gedoz sofreu com a incoerência da comissão técnica


Após reaparecer visivelmente mais magro e com outra motivação, Gedoz passou a ser um mistério nas mãos do imprevisível Fabiano Soares. Vinha do banco, jogava bem, fazia gols. No outro jogo seguia no banco. Em outro momento, entrava e não contribuía. Na partida seguinte, começava como titular. Enfim. 


Gedoz demonstrou, em seus melhores momentos, um dos melhores pontas pelo lado esquerdo do país. Habilidoso, agressivo, com ótima finalização e bola parada. Sem jogar por aquele lado, pouco funciona, algo que Fabiano Soares também não entendeu. Em 2018, nas mãos de um comando firme e coerente, pode ser o principal nome do elenco. Mesmo com oportunidades reduzidas, foi o artilheiro da temporada. 


Nota: 6,5


Guilherme (22 jogos)


Primeiramente, é inevitável citar o tamanho da evolução física de Guilherme desde que chegou ao Atlético-PR. Em um time adepto de rodízios sem sentido, Guilherme raramente saía, tendo sequência como titular e não deixando o time na mão por conta de lesões, tão recorrentes em seus últimos clubes.


Gazeta Press
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Guilherme foi o melhor entre os meias


Guilherme deu muita qualidade para uma posição que necessitava de um jogador como ele. Tecnicamente refinado e coletivamente muito importante. Teve oscilações, mas terminou a temporada como dono da posição, tendo boas atuações e números expressivos (cinco gols e cinco assistências no Brasileirão). 


Nota: 7,0


Nikão (48 jogos)


No atual elenco, Nikão talvez seja o jogador que tenha maior simpatia da torcida. Identificado com o clube, de boa qualidade técnica e também muito determinado dentro de campo. No entanto, o que mais?


Gazeta Press
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Evolução de Nikão precisa ser mais cobrada


Na início da atual temporada, Nikão apresentou seu melhor nível atuando pelo Atlético-PR, com muita consistência a evidente evolução. Porém, com o passar do tempo, seu jogo voltou a cair na mesmice de outrora, como um jogador de pouca criatividade e inspiração que apenas ocupa bem o lado esquerdo do campo, trabalhando bem os laterais e marcando eficientemente pelo corredor. 


Somado ao fato de ter exalado prepotência ao ser criticado com a perda de pênaltis, Nikão mostra que não está muito habituado a críticas nem familizarizado com a ideia de ampliar seu repertório de jogo. Seu ano, nesse sentido, foi bem "qualquer coisa". É necessário cobrar mais dele. 


Nota: 6,0


Pablo (36 jogos)


O mais decepcionante. Após um 2016 bem positivo, Pablo não foi nem migalha do jogador que acompanhamos na temporada passada, com aparente falta de motivação aliada a um trabalho técnico precário. Defendo que a ponta não é sua melhor posição e, de fato, ele atuou melhor como meia central e atacante no ano passado. Entretanto, em 2017, nada funcionou. 


Conmebol
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Pablo não repetiu a boa participação de 2016


Seria interessante voltar a emprestá-lo para abrir espaço para outros valores e recuperar também um jogador que ja mostrou qualidade em outros momentos, mas que ficou pelo caminho depois de repetidas atuações ruins. É uma pena, na verdade, vindo de um atleta identificado com o clube e que passou por problemas pessoais recentes. Ainda assim, nao podemos deixar de apontar. 


Nota: 4,5


Lucas Fernandes (14 jogos)


Sua falta de sequência como titular entra no mesmo mistério citado no caso de Felipe Gedoz. Há quem diga que sua participação não foi tão boa quanto em 2016, mas discordo. Óbvio que a margem para erro é maior quando se atua menos, no entanto ele teve ótimos momentos que não tiveram continuidade por culpa da comissão técnica. 


Gazeta Press
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Lucas Fernandes foi injustiçado em sua segunda passagem


Pelo segundo ano consecutivo, perdemos um jogador com potencial de titular que deve ir bem onde consiga sequência. Uma pena, de novo. Não deve mais voltar. 


Nota: 6,0


Matheus Anjos (18 jogos)


Claramente o futuro. Em suas poucas participações com o "principal", não sentiu o peso de atuar pela Série A, mesmo com poucos minutos. No Paranaense, quando teve mais espaço, foi o jogador que apresentou mais talento, com drible apurado, bola parada e organização. 


Reprodução/Instagram
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Matheus Anjos teve muito destaque no Paranaense


Precisa ser lapidado, óbvio, e esperamos que isso seja feito com calma. A principal revelação do elenco, que tem tudo para nos dar alegrias a curto/médio prazo. 


Nota: 6,0


(só foram considerados jogadores que fizeram sete jogos ou mais na temporada)