Retrospectiva 2017 no Furacão: os atacantes

2017 foi mais uma temporada em que o ataque atleticano não desencantou. Para a temporada que virá, as esperanças, até o momento, estão na contratação de Bérgson, ex-Paysandu, uma vez que, com o que tivemos no ano, não podemos almejar grandes voos. Abaixo, confira a análise individual dos jogadores de frente do Furacão. 


Ribamar (20 jogos)


Com cinco gols, Ribamar foi o atacante de desempenho mais satisfatório da temporada. Seu jogo é muito físico, de velocidade, mas não necessariamente técnico. Assim, o jovem atacante ofereceu momentos que divergiram entre a empolgação e o lamento. 


Gazeta Press
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Ribamar teve um desempenho mediano na temporada


Sendo assim, Ribamar, ainda em meio a um processo de evolução, deve permanecer como uma peça interessante de composição de elenco, mas não pode ter a responsabilidade da titularidade. Não deu certo em 2017. 


Nota: 5,5


Éderson (20 jogos)


Penou na temporada, quase estragando a boa memória que havia ficado de sua passagem em 2013. Éderson nunca foi um atacante exatamente técnico ou habilidoso, e isso já havia ficado claro mesmo nos seus melhores momentos, quando teve um time veloz e eficiente jogando para si. Agora, quando precisou se virar, foi desastroso. 


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Éderson não conseguiu repetir o desempenho de 2013


Éderson mostrou não ter condições de liderar um sistema ofensivo, e sua permanência não deveria ser considerada para 2018. Preservem a memória que ainda resta. 


Nota: 4,5


Eduardo da Silva (19 jogos)


A misteriosa passagem do brasileiro-croata se encerrou sem brilho ou momentos marcantes. Sua continuidade por aqui dependeria de infiltrações para abafar o peso das lesões que o perseguem e, sendo assim, é um lamento. 


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Eduardo da Silva comemorando seu gol diante do Paraná Clube


Em campo, produziu pouco, muito longe de seus melhores momentos, mas foi eficiente frente ao gol quando teve oportunidades. Foi uma aposta arriscada que não gerou frutos, porém valeu vê-lo por aqui. Uma boa sorte no restante da carreira. 


Nota: 5,0


Douglas Coutinho (47 jogos)


Coutinho passou por vários momentos da temporada: de raiva por parte da torcida (me incluo), de redenção, de partidas irrelevantes, com uma persistência inexplicável em sua escalação, até uma fase final que faria valer mais uma oportunidade para o jogador. Entretanto, mesmo com essa infinidade de momentos, há algo jamais deixará de ser fato: ele não é um bom jogador. 


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Não há mais espaço para Douglas Coutinho


Sendo assim, precisamos virar esta página, mesmo que o jogador tenha apresentado disposição e uma melhora técnica no final do ano. Pois, para cada bom momento do jogador, nós precisamos aturar dez pisadas na bola. Não há mais espaço para isso, e o interesse do Ceará deveria ser a porta de saída. 


Nota: 5,0


(só foram considerados jogadores que fizeram sete jogos ou mais na temporada)