Rodolfo, Léo ou Santos: quem assume a meta do Atlético-PR?

O Atlético-PR ficou refém de Weverton, o dono da meta por seis anos. E a responsabilidade do futuro substituto será enorme, visto que nosso ex-goleiro alcançou um grande patamar dentro do clube. Os postulantes são Santos, o "eterno substituto" que aguardou ansiosamente sua chance, Léo, vindo do Paraná, e Rodolfo, que defendeu o Oeste e retornou de empréstimo. Quem deve começar a temporada como titular?


Rodolfo


Sua permanência ainda é incerta, visto o interesse de algumas equipes. Porém, Rodolfo se reapresentou e já apareceu em alguns registros nos treinamentos do clube. Se eu pudesse opinar, diria que, pelo jogador, o desejo é de ficar por aqui.


Gazeta Press
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Rodolfo se superou e teve grande temporada pelo Oeste


E não é difícil entender o motivo: gratidão. O Atlético-PR trabalhou na recuperação do goleiro, que teve problemas com uso de cocaína. Não foi um processo rápido e certeiro, como era de se esperar. Porém, o clube deu total suporte, confiando no potencial do atleta, que sempre demonstrou muito talento em campo.


Aos 26 anos, Rodolfo vem da melhor temporada de sua carreira: livre dos demônios e, tecnicamente, um dos melhores da posição na Série B. Bom também com o jogo terrestre, é uma opção para Fernando Diniz, que irá cobrar isso. Caso fique, é minha aposta. 


Léo


Teve uma temporada de ótimos momentos pelo Paraná Clube, sendo bem capacitado em todos os fundamentos que envolvem a posição. O que preocupa, a princípio, ainda é a sua falta de "cancha". 


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Mesmo vindo de um bom ano, Léo ainda não é uma garantia


Mesmo já com praticamente uma década de carreira profissional, o ano de 2017 foi o primeiro em que Léo atuou em nível competitivo com sequência de partidas, tendo feito 24 jogos. Sua impressão com a camisa tricolor foi ótima, porém seu desempenho fraco em partidas mais "cascudas", como a contra o Atlético-MG, na Copa do Brasil, preocupa. 


Léo é um goleiro equilibrado, mas que mostrou muito pouco até aqui como profissional. A aposta é mais que válida, porém não temos tantas referências de seu desempenho. 


Santos


Oito anos de espera. Até que, quando chega a hora, há concorrência. Dura rotina do goleiro Santos. Aos 27 anos, soma 53 jogos pelo Furacão. Dificilmente comprometeu e, pelo contrário, demonstrou um reflexo acima da média, se estabecendo como um substituto de confiança. 


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Santos pode ter problemas com Fernando Diniz


O principal obstáculo com Fernando Diniz será o jogo terrestre: o seu é uma completa negação, já tendo rendido momentos de tensão para o torcedor. Mesmo que seja um goleiro extretamente capacitado em vários quesitos, está abaixo dos dois concorrentes no momento, principalmente considerando a escolha do novo treinador. 


E para você, torcedor: quem será o dono da posição em 2018 no Atlético-PR?