Maturidade classifica o Furacão no Morumbi

Na vitória de cinco a um sobre a Chapecoense no final de semana, o Atlético-PR deu uma prova muito significativa de seu controle dentro de campo, algo que evoluiu horrores desde o caos do jogo contra o Tubarão, pela Copa do Brasil, naquele que foi o segundo jogo sob o comando de Diniz. Na ocasião, o time pela primeira vez se viu pressionado, atrás do resultado, precisando buscar. Naquele dia, a reação natural foi o descontrole, com ataques desordenados e uma organização defensiva inexistente. Se ainda estamos na Copa do Brasil, muito diz respeito ao desenvolvimento da maturidade.


E empatando com o São Paulo em 2 a 2 no Morumbi, garantindo a classificação no sufoco, o Furacão satisfez ainda mais o seu torcedor, até na comparação com as vitórias sobre Chape e Newell's, onde pudemos ver um futebol mais vistoso e fluído. 


Pois, após estar perdendo por dois a zero ainda no primeiro tempo, os comandados de Fernando Diniz não chegaram nem perto de repetir a reação desesperada do confronto de um tempinho atrás. O time se reposicionou defensivamente, fechando espaços, mas seguiu criando volume de jogo através de seu estilo natural: posse, abertura de espaços pouca pressa. O que impressiona, especialmente pela desvantagem no marcador. 


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Fernando Diniz e Diego Aguirre fizeram um bom duelo no Morumbi


O Atlético, que já tinha sido prejudicado por um erro da arbitragem, que não marcou pênalti em Pablo, correu atrás do prejuízo e começou a construir seu resultado justamente em um pênalti. Na jogada, destaque para Camacho, que foi frio na conclusão do lance que gerou o toque no braço de Liziero. Guilherme concluiu. 


A perda de intensidade do São Paulo era imaginável, uma vez que o time fez grandes esforços para frear a posse de bola e a intensidade ofensiva do Atlético, o que deu certo durante a maior parte da etapa inicial, com a criação da vantagem e o equilíbrio no tempo de bola entre os dois times. Porém, com o pé no freio colocado por Aguirre, o Furacão voltou com mais campo e domínio natural de espaços.


O segundo gol veio com troca de passes rápida, muita movimentação e conclusão de Rossetto. Então, Diniz voltou a demonstrar uma fraqueza com as substituições, algo que já tinha sido anteriormente apontado. Se, taticamente, o treinador é muito acima do nível, algo de estranho acontece quando ele precisa usar o banco: Ribamar e Deivid vieram para o campo. O primeiro entrou apenas para segurar a bola no campo de ataque com seu físico e velocidade, sendo que a proposta era manter a posse com troca de passes. O segundo para jogar no meio, entrando na vaga de Rossetto, deslocando Lucho para a direita, sendo que Jonathan estava no banco (???). Argentino que, inclusive, fez um jogo defensivamente deprimente. 


O Atlético "soube sofrer", obviamente sontra sua vontade, mas passou de um teste dificílimo demonstrando muita evolução psicológica. Destaque para Rossetto, que tem potencial para cumprir todas as funções da faixa média do campo, Camacho, que carimba cada vez mais sua titularidade, e Pablo, que inesperadamente surge como solução para um ataque cheio de hipóteses. 


Mais um teste superado. O mais difícil até agora. Seguimos crescendo.


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Dinâmico, técnico e decisivo: Rossetto cresce cada vez mais