Furacão precisa oferecer ameaça aos "intocáveis"

Após duas partidas fora de combate, Nikão voltará ao time de forma natural, entre os titulares. Carleto, que não rende nem na lateral e nem na zaga, parece ser uma opção confiável de Diniz nas duas posições, tendo feito todos os seus jogos como titular. Guilherme, que também jamais iniciou uma partida no banco sob o comando de Fernando Diniz, é outro confirmado, sem contestações, para o clássico contra o Paraná Clube. Isso sem falar em Lucho González.  

Um elenco funciona na base da competitividade. Mesmo as principais estrelas do futebol mundial necessitam de cobrança, de concorrência e de certo grau de ameaça para render aquilo que podem. Todos os jogadores citados acima são, atualmente, no máximo bons valores, em especial nos casos de Nikão e Guilherme, que já tiveram ótimas atuações com a camisa atleticana. Mas e quando o conformismo chega?


Gazeta Press
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Esforçado e comprometido, Carleto tem mostrado que só isso não basta


Nenhum jogador do atual elenco deveria sentir que tem vaga cativa entre os 11 de Diniz. E, infelizmente, temos acompanhado um movimento contrário a esse. Jogadores de talento que integravam o banco de reservas foram emprestados (no caso de Gedoz, é claro, o "talento" vinha acompanhado de muitos poréns), sendo que não há reposição a altura e o elenco parece cada vez mais reduzido, tendo que, constantemente, forçar escalações na base da improvisação. 


Essa situação causa um conforto danoso, uma situação em que não há disputa, em que um jogador sai de campo após ter uma atuação ruim sem temer que no próximo jogo ele não esteja entre os selecionáveis. Isso não quer dizer que falte comprometimento dentro do elenco, mas, sim, que os "intocáveis" parecem alheios a alcançar algo mais, sem passar por situações de superação. 


O Furacão tem pela frente um clássico contra o Paraná Clube, com uma provável escalação que anima muito pouco, uma vez que, em meio a uma sequência de cinco derrotas, teremos, provavelmente, a repetição do esquema tático esburacado e falho das últimas rodadas, que será executado pelas mesmas peças de sempre. Oremos.