Guilherme Bellintani: 'O Bahia precisa de uma gestão mais inovadora'

Com especulações, rumores e, principalmente, promessas vindas dos presidenciáveis ao cargo maior no Bahia, o torcedor vai poder vivenciar no próximo dia 9 de dezembro mais um passo rumo à concretização da democracia do seu clube.


Um dos candidatos à presidência é Guilherme Bellintani da chapa "Bahia 3.1". No papo abaixo, Guilherme relata a importância do Bahia e sua marca na área de investimentos e no relacionamento com torcedores de outros estados e até mesmo fora do Brasil. 


Douglas Verli
Douglas Verli

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Qual a posição que o Bahia tem hoje no cenário internacional, principalmente após a participação na Florida Cup 2017?


O Bahia deu um passo importante na participação na Florida Cup. O clubetem uma marca nacional já importante e é preciso ir ampliando essa marca gradativamente. Acho que isso pode vir por meio de torneios de futebol profissional que o Bahia participe, mas uma das coisas que a gente quer apostar mais com a marca é como clube formador. Nós iremos passar a partir de 2018 por uma mudança grande nas divisões de base, uma reestruturação muito ampla. Aproveitando a oportunidade de ter a Cidade Tricolor a partir de 2018/2019 com um equipamento muito diferenciado, concentrando no CT como coração da divisão de base, a gente quer ser um centro internacional de formação de atletas, queremos ser um centro que consiga projetar o Bahia para o mundo como um clube de uma região muito pobre brasileira, sofrida, mas que é apaixonada por futebol e que tem nos seus jovens, nas suas criancas e adolescentes, o futebol como uma esperança. O Centro de formação de atletas do Esporte Clube Bahia vai nos ajudar cada vez mais a projetar nossa marca lá fora.


Morando a quase 20 anos fora do Brasil, a única coisa que me leva a acompanhar o Bahia é a paixão pelo clube. Qual o projeto voltado aos associados de fora da Bahia?


Importante a gente dar atenção ao torcedor que mora fora de Salvador, seja ele aqui no interior do estado, seja em outra cidade brasileira ou em outro país. Ele não pode acompanhar o jogo no dia a dia fisicamente, então, às vezes a taxa de sócio que o torcedor de Salvador paga tem um tipo de vantagem no dia do jogo que o torcedor de fora nao tem. Quem é de fora também não usa a rede de parceiros que o programa de sócios disponibiliza e sente falta de uma conexão maior. Estamos buscando alternativas para isso. Vamos desenvolver um aplicativo no primeiro ano de gestão que vai permitir, por exemplo, acompanhamento online do treino do time, e isso fará que cada torcedor de fora possa ver por meio do streaming e se sinta muito mais próximo do clube. São várias medidas e aprenderemos muito debatendo com o torcedor que mora fora de salvador, entender quais são as prioridades, as lacunas entre o Bahia, o programa de sócio e o torcedor.

Depois de anos foi decidida a participação dos sócios de fora na eleições, com o voto online. O que isso significa para a instituição? 


O Conselho Deliberativo já tomou essa decisão, que já vale a partir das próximas eleições. Isso será muito impactante na ampliação da associação de torcedores fora de Salvador e especificamente aqueles que moram fora da Bahia e do Brasil. A possibilidade do torcedor poder votar, mesmo estando longe do clube, valorizando o torcedor e a democracia do processo eleitoral. 


Thiago Moraes, da "Embaixada Reforma Tricolor", em Genebra, pergunta: Qual o projeto para disponibilizar a venda de produtos para fora do Brasil?


Sobre a loja online, a gente defende muito o e-Commerce. Está na hora de investir numa loja virtual. Não acho que precisa ter uma loja especificamente para torcedores de fora do Brasil, deve servir a todos. Vemos isso com muito otimismo, seja para ampliar o vínculo com o torcedor, seja também para ampliar as receitas atuais do Bahia.


Dinho, da "Embaixada Yankee Bahia", de New York, pergunta: O que você acha dos sócios que moram no exterior terem acesso incluído aos jogos pela TV?


Eu acho que seria muito dificil implementar um programa diferenciado para sócios, pois é algo que envolve o contrato de TV e geralmente esses contratos são muito "engessados". Lógico que podemos tentar na próxima negociação colocar isso como um ponto importante e que o sócio que mora fora consiga comprar o jogo com um preço diferenciado.


O que o torcedor do Bahia pode esperar desta corrida presidencial?


Eu espero que a eleição possa ser muito proveitosa pra todos nós, um passo importante e simbólico para o futuro do clube, que ainda está se afirmando como o mais democrático do Brasil. Está na hora de fazermos um Bahia com uma gestão mais inovadora, mais arrojada e que saiba superar suas dificuldades econômicas e investindo em um time mais competitivo.