'Sou o melhor da história': o devaneio de Cristiano Ronaldo

Quem entende um pouquinho de futebol deve ter dado risada da piada contada por Cristiano Ronaldo durante a cerimônia de entrega da quinta Bola de Ouro, realizada nesta quinta-feira, em Paris.

Ao ser perguntado/provocado sobre ser o melhor da história, o luso não conteve o seu egocentrismo e respondeu no melhor estilo Túlio Maravilha: "Sim, eu sou o melhor da história". 

Cuidado com o que voce escuta! "Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade".


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CR7 não consegue sair da sombra de Messi


Igualar o recorde de prêmios de melhor do mundo com Lionel Messi (cinco conquistas cada) realmente é um feito extraordinário, mas deve ter deixado o camisa 7 do Real Madrid um pouco fora de órbita.

Primeiramente, CR7 devia saber que nem na posição em que atua ele é o soberano. Antes dele existem lendas que talvez não tenham os prêmios individuais e quantidade de títulos coletivos que ele alcançou, mas que certamente tinham mais talento, mais magia e melhor desempenho jogo a jogo com a bola nos pés.

Segundo que, para ser o melhor da história, é preciso ser completo, atuar em todas partes do campo e ser ao mesmo tempo o cérebro e o goleador da equipe, o maestro genial que busca a bola no meio e que chega para resolver na área com a mesma perfeição de um atacante.


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Messi: outro nível


Com este combo de características, na primeira prateleira da história deste esporte só possui lugar para três extraterrestres: Pelé, Lionel Messi e Diego Maradona. Entre esse trio, existem inúmeras discussões de quem é o melhor e mais completo. Cada um tem o seu preferido, mas o que todos sabem é que o nosso nada modesto Cristiano nunca chegou perto de estar neste patamar. 

Cristiano possui, sim, talento suficiente para entrar na discussão com outros craques especialistas em jogar perto do gol.


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Melhor que o Baixinho?


Romário e Ronaldo, por exemplo, eram mais talentosos, tinham o carimbo de gênio na mente e nos pés. Cristiano possui o carimbo de máquina. Mas tem gente que prefere o luso. Esta sim é uma boa discussão. Mas vale lembrar que o Baixinho preferiu voltar ao Brasil quando poderia ganhar mais Bolas de Ouro e mais canecos com o Barça, enquanto o Fenômeno perdeu anos contundido e mesmo assim ostenta três prêmios de melhor do mundo. Quantos troféus individuais e coletivos os dois brasileiros poderiam ter para reinvidicar o trono por aí? Mas a bola não mente, a bola fala por nós.

Ainda preciso citar Mané Garrincha, Ronaldinho Gaúcho, Zidane, Zico, Cruyff, Van Basten, Neymar? O próprio presidente do Real Madrid prefere Di Stefano a Cristiano.

Menos, Cristiano, menos!


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Não, nem um pouquinho!


Cristiano Ronaldo diz querer conquistar sete prêmios de melhor jogador do mundo. Ok! Talvez ele realmente consiga, afinal, quase sempre se premiam jogadores de times campeões dos principais títulos. O Real sempre estará entre os favoritos e quem empurra a bola pra dentro com maestria é o português, mesmo não sendo há tempos o melhor de sua própria equipe.

Mas o nada humilde luso poderia ganhar até dez Bolas de Ouro, poderia marcar mais de mil gols e, mesmo assim, nunca estará na preteleira dos maiores gênios. Sinto muito gajo, o seu talento tem limite.

Decisivo, vitorioso, habilidoso, vencedor, monstro, uma máquina. Cristiano merece palmas por sua carreira que ainda está sendo escrita. Porém, para o seu próprio desespero, nunca chegará ao andar de cima, nunca chegará aos pés do ídolo de seu próprio filho.

Cada um tem sua opinião, mas a verdade é que o melhor jogador da história veste a camisa 10.

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