0 a 0 à parte, Paulinho não pode ser deixado de lado por Valverde

Em algum momento, o Barcelona iria tropeçar, ainda bem que não foi traumático e nem com erros defensivos (apesar da zaga ter sido reserva), mas o que mais me incomodou foi mais uma escolha errada de Valverde na escalação. Mais uma vez um equivoco justamente naquela peça entre o meio e ataque que segue em aberto no time.

Ontem, Iniesta foi poupado e Coutinho jogou em seu lugar (na posição que mais gosta), portanto, do meio pra frente estavam os titulares absolutos e inquestionáveis: Busquets, Rakitic, Messi e Suárez. Faltava um, e o técnico culé então errou novamente, desta vez, escalando Paco Alcácer.


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Alcácer: outro teste equivocado de Valverde


Foi mais do mesmo, outro testado e outro fracasso. Alcácer foi o escolhido e Paulinho mais uma vez foi preterido, só entrando nos 10 minutos finais. O ex-centroavante do Valencia foi colocado na área junto com Luisito Suárez, porém, diante de uma defesa fechada e com a bunda estacionada na área, esta escolha só congestionou mais aquele setor, deixando o ataque previsível e com pouca mobilidade.

Não dá pra entender, pois Ernesto Valverde parecia ter achado um time depois da goleada no Bernabéu por 3 a 0 sobre o Real Madrid, com Paulinho no meio, dando mais solidez à defesa e mais poder de ataque, com a excelente presença de área de um fulminante homem surpresa. Só que não, o comandante do líder do Campeonato Espanhol seguiu fazendo testes esquisitos a cada partida que chegava.

Esta vaga em aberto, que pareceria cair naturalmente no colo de um dos brasileiros, já passou pelas mãos de um caminhão de jogadores desde o início da temporada:

Dembélé antes de se contundir.
André Gomes (no meio e na ponta direita).
Aleix Vidal aberto na ponta.
Sergi Roberto no meio e também caindo pela ponta.
Deulofeu (já negociado).
Coutinho (ponta direita).
Denis Suárez.
Alcácer mais adiantado na área (ontem) e também aberto na direita.
Além do próprio Paulinho.


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Paulinho fez mais do que todos os testados até agora


Entre todos esses atletas testados, o que mais deu resultado, indiscutivelmente, foi Paulinho. Quando jogou na posição que gosta (solto entre Rakitic e Iniesta e aproximando de Messi e Suárez), o camisa 15 não só marcou gols, mas deu mais consistência e dinamismo ao time. Além disso, o que conta a favor para o volante/meia canarinho ser titular é que nenhum dos outros jogadores citados teve desempenho e regularidade próximas à dele. Até mesmo Coutinho ainda não convenceu.

Se Dembélé não tinha condições de jogar os 90 minutos, Paulinho deveria ter sido o escolhido, jamais poderia ter sido deixado de lado. A pouca utilização do titular da seleção brasileira se tornou preocupante, pois ele é quem deveria estar entre os 11 no dificílimo duelo do dia 20 de fevereiro na Inglaterra contra o Chelsea, pelas oitavas da Champions League.

Mas quem será o escolhido? Incógnita total!

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