Xeque-Mate: Messi mostrou novamente quem é o dono do jogo

"Se Messi estivesse vestindo a camisa do Atlético, provavelmente o jogo seria 1 a 0 para nós, mas, como ele joga pelo Barcelona, foi 1 a 0 para o Barça".

Essas foram umas das palavras ditas pelo treinador do Atlético de Madrid, Diego Simeone após a partida, ao resumir bem como que o destino de uma decisão que mais pareceu um jogo de xadrez de altíssimo nível foi decidida, fundamentalmente, por Lionel Messi, o melhor e mais influente jogador dentro de um campo de futebol. Sim, ele decidiu novamente.


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Sempre ele


Bem escalado e sem invenções de Valverde, o Barça precisou ser muito competitivo, teve que querer mais do que o Atlético para ser superior na primeira etapa. Mais uma vez ficou registrada a nova marca deste novo Barcelona que também sabe lutar, com e sem a bola para se manter no topo. E mesmo com uma grande partida de toda equipe, o fator decisivo acabou sendo Lionel Messi, e não "somente" pelo gol, mas também pela posse de bola, pelo respeito que impõe quando a tem em seus pés e pela continuidade nas jogadas sempre acima da média. Messi está muito acima desta marca de 600 gols, Messi é o melhor do planeta desde que ganhou sua primeira Bola de Ouro aos 22 anos justamente por ser decisivo em todos os setores do campo, por descansar sua equipe quando gruda a bola em seus pés e por esgotar os adversários pelo mesmo motivo com seus shows de dribles, lançamentos e passes decisivos. Messi é o futebol total.

O argentino sempre tem uma saída diferente, sempre encontra uma solução distinta e genial para decidir e nos últimas três partidas brilhou com três gols de falta executados de maneiras diferentes. Depois de marcar por baixo da barreira contra o Girona e no angulo do canto do goleiro contra o Las Palmas, desta vez Messi deu o xeque-mate 600 da forma mais clássico dos gols de falta para vencer uma defesa tão bem armada. Bola em curva por cima de uma barreira que ainda tentou saltar para evitar sua perfeita trajetória. O goleiro Oblak até chegou perto, mas nada poderia parar a bola do gol do título da La Liga 2017/2018.


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Xeque-Mate: jogada de mestre


Na segunda etapa Simeone soltou mais sua equipe e o Barça sem o lesionado Iniesta, que deu lugar ao sempre inseguro André Gomes, teve que saber se defender, teve que correr e se doar para manter o placar. Mesmo passando alguns perigos com excesso de saídas de bola arriscadas desde a defesa, a luta azul grená foi recompensada. Até Messi correu e deu combate como raras vezes o faz, com carrinhos, retornos e pressão na defesa inimiga. O Barcelona fez o jogo que tinha que fazer, ainda mais contra o sempre estudioso Atlético.


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O Barça depende dele


A importância desta final antecipada não foi só pelos 8 pontos de diferença que agora existe na tabela, mas também foi um teste fantástico para a partida contra o Chelsea, onde o time catalão também iniciará com a vantagem de administrar o zero a zero no placar. O problema serão as ausências de Iniesta e Coutinho, porém, com Messi em campo, o torcedor culé sabe que sempre terá o gênio maior ao seu lado. O mundo também sabe que quem tem Messi, tem o dono do jogo, e quem tem o dono do jogo, só não ganhará por uma fatalidade.

Quando Messi quer, vocês já sabem.


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