'Toca no Messi': Barça campeão mais Messidependente do que nunca

A taça da La Liga já havia sido garantida no duelo diante do Atlético de Madrid no Camp Nou, quando o Barça venceu por 1 a 0, com um golaço de falta de Lionel Messi. Ontem, no Riazor, era só sacramentar uma campanha inquestionável. Mas, quando tudo parecia tranquilo com o 2 a 0 no placar, o Barcelona começou a incorporar o espírito da derrota de Roma, sofreu o empate e quase viu sua invencibilidade cair e o título ser adiado por mais uma semana.

Eis que surgiu o de sempre, o habitual "toca no Messi", para que, como se fosse simples e fácil, a partida terminasse com um 4 a 2 fulminante, com um hattrick do melhor jogador do mundo. Esta foi Lal Liga 2017/2018, Messi decidiu praticamente todos os jogos vitais para o clube culé. Decisivo e o melhor como sempre, mas sobrecarregado como nunca.


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O que seria desse time sem ele?


Além das já citadas partidas de ontem do título e da mais vital contra o Atlético de Madrid, Messi decidiu também no clássico do Bernabéu em uma vitória surpreendente por 3 a 0, com gol e assistência; decidiu com um golaço contra o Bilbao fora de casa, decidiu nos minutos finais contra o Sevilla também fora de casa, entrando no segundo tempo após o Barça estar perdendo por 2 a 0 e anotando de fora da área empatando aos 43; decidiu com o passe mais bonito do campeonato no gol de empate de Alba contra o Valencia no Mestalla e ainda anotou gols de falta decisivos que mantiveram o time invicto até aqui na competição. Os 32 gols não são tudo, não resumem a Messidependência. Quem assistiu todas as partidas sabe o quanto todas as bolas giram obrigatoriamente pelos pés do meia argentino, que começa e termina todas as jogadas, mastiga todo o jogo para facilitar aos seus companheiros.


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O golaço do título contra o Atlético de Madrid no Camp Nou


Sim, Lionel Messi foi o fator determinante para a conquista número 7 de 10 disputadas nesta década com domínio absoluto do clube catalão, porém, todos sabemos que ninguém ganha nada sozinho. Outro destaque fantástico foi o goleiro Ter Stegen, que nesta temporada se firmou como um goleiro TOP 3 do mundo. Jordi Alba é outra peça essencial desta engrenagem. Com a saída de Neymar, o lateral virou ala, virou ponta e deu respiro e profundidade ao time. Suárez também cresceu demais na reta final e mostrou que não se limita a fazer gols e dar raça, foi mais solidário do que nunca. Paulinho é outro personagem que deve ser citado. O brasileiro, mesmo terminando a temporada no banco de reservas, foi peça chave para um Barcelona mais sólido e mais brigador construído por Ernesto Valverde. Chegou para ficar e deixou a sua marca na Europa. Sem falar no infinito Iniesta, no inigualável Busquets e nos absolutos Piqué, Rakitic e Umtiti, que fazem deste conjunto um dos melhores do planeta. Coutinho é outro que merece destaque especial, foi determinante na reta final da La Liga e na Copa do Rei e, se estivesse na Champions, fatalmente o Barça estaria vivo na briga pelo Triplete.


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Jordi Alba e Paulinho foram grandes parceiros de Messi nesta temporada


Mas o Doblete não deixa de ser histórico e inesquecível. O fim da "Era Iniesta" termina com conquistas, lágrimas e nostalgia. A torcida do Barcelona encerra a temporada abraçando sua história, seus ídolos e torcendo para que seu clube feche La Liga com chave de ouro, mantendo nos três jogos restantes esta invencibilidade lendária e inédita em um campeonato com 38 rodadas na Espanha.

Que privilegiados somos: o talento desta geração formada em La Masia jamais se repetirá e deixará saudades eternas. Ainda restam Messi, Busquets, Piqué, Jordi Alba e Sergi Roberto. A história continua.

Visca el Barça!

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