Duvidoso campeão: a cronologia da conquista do Real Madrid

Quando olho para a temporada 2017/2018 do Barcelona, vejo com admiração a conquista de um Doblete com campanhas praticamente irretocáveis no Campeonato Espanhol e na Copa do Rei. Se formos analisar com cuidado, até na Champions League, onde o conjunto blaugrana passou tranquilamente em primeiro no grupo e teve apenas um jogo ruim, uma única derrota, o time de Valverde caminhava bem no torneio mais almejado do continente, mas aquele inesperado jogo da histórica tragédia de Roma foi suficiente para derrubar a possibilidade do Triplete perfeito.


Ainda por cima, o Barça teve Messi voando como sempre, mas carregando sua equipe nas costas como nunca, foi o melhor jogador de todas competições, com atuações e gols memoráveis e se já não fosse o bastante, conquistando a Chuteira de Ouro da Europa pela quinta vez. O argentino também deu espetáculo na Champions, principalmente contra Juve e Chelsea, porém, na única partida em que foi abaixo do normal, ninguém fez por ele e o sonho da quinta orelhuda desta geração mágica se foi.


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Messi comemora seu gol na vitória do Barça por 3 a 0 no Bernabéu



Se o futebol arte da Catalunha deixou escapar esta taça, adivinha aonde a Champions foi parar? Pois é, mais uma vez o Real Madrid venceu, o que não seria nenhuma surpresa pelo super elenco que ostenta e com a camisa pesada que carrega no peito. Mas, desta vez, a soma de eventos de sorte do Real Madrid nesta conquista, me fizeram perceber que não existe "justiça" no futebol e que o merecimento não cabe dentro dessas quatro linhas.


Observem a cronologia desta bizarra conquista deste duvidoso Real Madrid:


Fase de Grupos
Real Madrid se classifca em segundo lugar, atrás do Tottenham.


Oitavas de Final
Primeira partida:Real Madrid vence a primeira de virada no Bernabéu, jogando pior e contando com um pênalti bem duvidoso para empatar no fim da primeira etapa. 
Segunda Partida:Neymar (o melhor do time do PSG) se machuca e o caminho fica fácil para a classificação madridista.

Quartas de Final
Primeira partida: o grande e único espetáculo de Cristiano na Champions, vitória inconstatável por 3 a 0 na Itália.
Segunda partida: derrota vergonhosa dentro de casa por 3 a 0 até o fim da partida, quando um pênalti duvidoso mais uma vez salvou os comandados de Zidane.


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Não foi só o Karius: Ulreich também deu presente para o Real Madrid



Semi Final
Primeira partida: Bayern atua com oito desfalques, entre eles Alaba, Neuer, Vidal e Robben (melhor do time alemão), que se lesionou no início da partida. Mesmo assim, a equipe alemã massacrou, mas entregou um gol (Rafinha que seria reserva) e perdeu a partida após gol de Asensio.
Segunda partida: quando a partida estava 1 a 1, Marcelo meteu a mão na bola, o juiz não deu pênalti (o lateral brasileiro admitiu a penalidade), no fim das contas, um sofrível 2 a 2 após frango absurdo do goleiro reserva que deixou a bola passar para Benzema empurrar para dentro.


Final:
Salah (melhor do time do Liverpool) sai lesionado no começo do jogo após falta de Sergio Ramos. Neste momento, o Liverpool pressionava o Real Madrid. Se a sorte do Real já não era pouca, um acontecimento inédito na história do futebol brotou em Kyev, o goleiro Karius decide entregar dois gols com falhas escatológicas, desmoronando de vez o time de Jurgen Klopp.


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Os donos do jogo vivem na Catalunha



Chamem de choro, de casualidade, de sorte ou de presente dos céus, mas sinceramente, eu nunca vi uma conquista tão bizarra como esta. Apesar de ganhar quatro títulos em cinco anos, este esquadrão do Real Madrid ficará guardado como grande vencedor, mas jamais como uma equipe dominante e revolucionária como a do Barcelona, que nos últimos dez anos, além de ter conquistado 3 Champions, ganhou 7 campeonatos espanhóis e 6 Copas do Rei.


Os títulos se dividem, mas o melhor e mais mágico time de futebol do mundo ama jogar no Bernabéu, mas continua sediado na Catalunha.


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