Professor "Pardal" Valverde deu três lições de como nunca se deve escalar o Barça no Camp Nou

Definitivamente o técnico Ernesto Valverde não começou nada bem a temporada 2018/1019. A chegada dos novos reforços e a irritante insistência em um novo posicionamento de Dembélé já vinham causando danos ao time que vinha se salvando hora com Messi, hora com Stegen e hora com o próprio entortado Dembélé. Entretanto, na partida de ontem, no clássico catalão diante do Girona, no Camp Nou, Valverde inventou novas modas para rodar o elenco e o resultado acabou sendo um desastroso e desgastante 2 a 2.


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Ah, professor...


Foram pelo menos três as péssimas lições do bom, mas, as vezes, também controverso treinador:


1. Desfez o Quarteto Fantástico?


Jogando em casa contra uma equipe pequena e que certamente jogaria os 90 minutos com o time todo no campo de defesa, deveria ser proíbido desfazer o quarteto formado por Messi, Coutinho, Dembélé e Suárez. Mais uma vez estranhamente o brasileiro ficou de fora e o time pagou caro com um esquema com três volantes totalmente equivocado.


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Messi fez o dele e jogou muito, mas sentiu falta do quarteto completo


2. Três volante no Camp Nou?


Conforme observado na lição número 1, automaticamente, o Barça jamais pode optar por jogar com três volantes contra uma equipe pequena jogando em casa. A formação com Busquets, Arthur e Vidal, além de absurda, não deu liga. Para piorar, Arthur fez uma péssima partida, prendeu a bola quando tinha que soltar, perdeu bolas bobas e não soube romper linhas com a velocidade que a equipe pede normalmente para esse tipo de enfrentamento. Ainda falta muito para o novo dono da camisa 8 querer vaga nesse time.


3. Defesa fechada, ataque fechado?


Alé de ter escalado mal o time, Valverde posicionou mal as peças de ataque. Se o Girona estava fechado, naturalmente o clube culé deveria abrir o campo e jogar mais pelos lados. Porém, com Dembélé pelo lado esquerdo (sem ser aberto na ponta), ao invés de totalmente aberto pela direita e com Vidal e Arthur poluindo o meio sem velocidade na troca de passes e com um a menos em campo desde os 35 da primeira etapa, foi mais difícil abrir a defesa. Para piorar, no intervalo, o professor Pardal Valverde sacou Dembélé ao invés de sacar Arthur para recompor a zaga, continuou com três volantes, quando obviamente, deveria ter lançado o time ao ataque. Resultado, o Girona gostou do jogo e virou o marcador. O erro só foi corrigido depois, com as entradas de Rakitic e Coutinho nas vagas de Vidal e Arthur.


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Não adianta chorar, Valverde


Independemente da polêmica expulsão do limitado Lenglet, jogando dentro do Camp Nou, a regrinha é básica: o Barcelona DEVE jogar com quatro peças de meio/frente SEMPRE contra equipes defensivas. Além disso, já está cheirando mal demais Coutinho tantas vezes começando no banco e o posicionamento de Dembélé perdido pelo lado esquerdo.


Faz o básico Valverde, não inventa que o time já está pronto para jogar por música dentro do maior palco do mundo.


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