O que seria de Valverde sem Messi e o que será do Barça sem Messi descansado?

Apesar da conquista do irretocável Doblete da temporada passada, nenhum torcedor do Barça engole a maneira como o time sucumbiu na Champions para a limitada Roma nas quartas de final. Principal motivo: o peso nas costas excessivo e o desgaste físico de Messi.


Nesta nova temporada de 2018/2019 os líderes do clube catalão já deixaram claro que a Champions será o grande objetivo e, para isso, a ideia era descansar Lionel Messi. Era!


Na primeira chance de dar descanso ao melhor jogador do planeta diante do Athletic Bilbao ontem no Camp Nou, ficou gritante que a Messidepêndencia continua e que sem o talento do camisa 10 não sobraria técnico vivo para contar a história.


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Chama que ele resolve


Neste domingo o técnico Ernesto Valverde só saiu empregado do campo graças a Messi. A tentativa de poupar o craque foi acertada, mas a maneira como o treinador escalou o time mais uma vez foi equivocada e não surtiu nenhum resultado. Com Sergi Roberto no meio, Busquets equivocadamente no banco (quando Messi não estiver, ele tem que estar) e Malcom nem relacionado, o desempenho foi desolador. Sem Messi, ninguém chama a responsabilidade, ninguém cria e o time parece um orfão.


Após virar a primeira etapa perdendo por 1 a 0, Valverde teve que colocar o argentino no decorrer da segunda etapa para tudo mudar. Não sei como as pessoas se acostumam e não valorizam a diferença brutal desse jogador em todas as partidas. Com poucos minutos em campo, Messi meteu bola na trave, deixou duas vezes companheiros na cara do goleiro, teve uma cobrança de falta salva em cima da linha pela zaga e deu a assistência para Munir só empurrar pra dentro. A vitória não veio por detalhe, mas apesar de mais um tropeço, a liderança está mantida, já que Real Madrid e Atlético de Madrid ficaram no zero a zero.


Na temporada passada, Messi saiu invicto da Liga e foi o principal jogador da Copa do Rei e da Champions. Neste novo ciclo, o camisa 10 já fez hat-trick na estreia da máxima competição européia contra o PSV e pelo Campeonato Espanhol também está carregando o time nas costas, já balançou as redes cinco vezes e deu quatro passes para gol. Sem contar as inúmeras chances criadas e a incessante responsabilidade de iniciar quase todas as ações da equipe. Haja fôlego!


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o ET não consegue descansar


Messi pode ser um ET, mas se precisar decidir todas as partidas o corpo não vai aguentar e o time pode ficar de mãos vazias lá na frente. Como dito no post anterior, o elenco formado não é tão bom quanto pensávamos, ou seja, talvez não seja bom o bastante para ganhar o Triplete dando suporte ao seu principal jogador.


A solução? Time mais coeso defensivamente fora de casa e mais audacioso no Camp Nou, com melhor preparo físico pós Copa e com mais protagonismo de Suárez, Dembélé, Coutinho e Malcom, que chegou a peso de ouro e deveria ser mais utilizado por seu perdidinho treinador. Acorda Valverde!


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