Gols e conteúdo: o Barça de Messi é mortal no Camp Nou

Não basta marcar gols, tem que ser com conteúdo, com construção, com a marca Barça de futebol arte. O Barcelona não deu sopa para zebra e avançou às quartas de final da Champions com autoridade, apesar de um pequeno momento de turbulência na segunda etapa, e apesar também, de um excesso de confiança desnecessário, uma certa soberba que não deveria fazer parte de um time que trabalha tanto para ter esse resultado de posse de bola e domínio merecido de jogo.


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Messi: cavadinha pra começar o show




Como era esperado, Dembélé não foi pro jogo, e a presença de Coutinho muda a característica do time, que perde profundidade. O brasileiro teve um bom início e ajudou o time a ser paciente, a trocar passes sem pressa até os espaços serem descobertos com movimentação e toques curtos. A primeira etapa foi um banho, dois a zero colhido com essa proposta de posse no toca e sai. Para traduzir em exemplos, no primeiro gol de penalti a jogada saiu de uma tabela rápida entre Messi e Suárez, e o segundo também, com uma trama que teve passe chave de Arthur para quebrar a primeira linha, drible rápido e assistência de Suárez para quebrar a segunda e o toque pra dentro de Coutinho.



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Coutinho, fez gol, ajudou, mas não convenceu




Veio o segundo tempo, vieram mais belas chances criadas, mas também veio um relaxamento desproporcional. O Lyon achou um gol de escanteio, e a nuvem negra que assombrou Real Madrid e PSG dentro de casa nessas oitavas de final também aterrorizou a torcida culé por alguns minutos, até Messi retomar o leme do barco azul grená e conduzir sua equipe para a próxima fase como se estivesse em um torneio de bairro. Quando a bola entra em Messi no meio campo, adeus. O argentino marcou o terceiro de perna direita quebrando a coluna de dois zagueiros, deu o passe para o quarto de Piqué, também de perna direita, com velocidade e visão de jogo, e concluiu o espetáculo servindo o excelente Dembélé, que, além de ter marcado o quinto, mudou a cara do time com a sua característica aguda. Não tem comparação entre Dembélé e Coutinho, são dois times diferentes com cada um, é uma atitude diferente de cada um para criar e para enfrentar a defesa. Apesar de ter sido útil e regular hoje, Coutinho segue deixando a desejar, falta audácia e variação de repertório.


Quem não deveu nada nesta noite foi Suárez, o atacante que não precisa de gols. O uruguaio se desdobrou para criar chances, abrir espaços, fazer pivôs, oferecer gol, sofrer penalti e prender a defesa como poucos, caindo por todos os lados do campo. Outro que merece mais elogios é Arthur, o controlador. Com o volante brasileiro, o Barça encaixa. Apesar de algumas falhas de posicionamento da defesa, ele sempre foi o mais presente para defender e para girar a bola.


Por fim, Messi. O que seria do Barça sem ele? Participação na tabela do penalti, cavadinha espetacular na cobrança, gol de placa em um momento chave e depois duas assistências que parecem fáceis, mas só ele faz com tamanha qualidade. Quem tem Messi, terá inúmeras chances de gols garantidas. Diante do Lyon foram 4 gols de seus pés, mais duas lindas defesas dos goleiros, mais uma bola salva em cima da linha, mais duas bolas pra companheiros na cara do gol.


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Messi, o criador




Fora de casa, o Barcelona ainda precisa mostrar mais, mas jogando dentro de seu estádio e com o melhor do mundo em campo, a possibilidade de vitória se torna gigantesca, e isso faz do clube catalão um dos grandes favoritos ao título, mesmo com as oscilações e buracos que a defesa deixa.


Agora o Barça terá tempo suficiente para gestionar o elenco e chegar inteiro para cada decisão, sonhando alto com mais um Triplete.


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