Não deu gosto, mas deu pro gasto

Já era de se esperar que o Barcelona iria querer cozinhar o Manchester United com sua eficiente posse de bola, mesmo jogando na casa do inimigo, porém, apesar de ter conseguido controlar o meio de campo, a equipe de Valverde se mostrou sem ambição e sem a eficiência técnica necessária para um jogo dessa grandeza. A vitória veio, mas o desempenho foi decepcionante. O tropeço só não apareceu porque do outro lado havia uma equipe medrosa, covarde e muito fraca, técnicamente.


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Suárez cabeceia para marcar o gol da vitória do Barça


Antes de apenas criticar, devo elogiar a escolha de Valverde por Semedo para iniciar o jogo na lateral direita. O português jogou bem, ofereceu maior segurança ao setor e mostrou que comandante está atento a este defeito do time. Muito bem também, o melhor em campo, foi Piqué, o "presidente" segue jogando como melhor zagueiro do mundo, perfeito por cima, por baixo e limpando as sujeiras do frágil Lenglet, que mais uma vez estava louco para entregar. Outro que estava cheio de soberba para dar um gol para o United foi Busquets, em uma de suas piores partidas no ano, o camisa 5 errou além da conta, a bola parecia uma batata quente nas saídas de bola. Rakitic também esteve desaparecido, no meio, Arthur foi o que mais se destacou, girando e escondendo a bola com a competência de sempre. A má atuação do time passou também pela partida apagada de Lionel Messi, hoje, ele fez uma de suas quatro partidas que faz abaixo da nota sete a cada ano. Não foi ruim, o camisa dez não se omitiu, mas preferiu cozinhar demais e agredir de menos, finalizou apenas uma bola ao gol. Na parte ofensiva Suárez também não esteve nos seus melhores dias, neste setor, vou destacar Coutinho, gostei muito da atitude do brasileiro, que quase marcou um belo gol, deu continuidade em quase todos os lances e acabou substituído injustamente (junto com Arthur) por Valverde. Entraram o pilhado Vidal e o inseguro Sergi Roberto.


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Piqué não perdeu uma no Old Trafford


A atuação geral do time no Old Trafford me lembrou a tragédia de Roma do ano passado, quando o Barcelona sofreu a remontada por 3 a 0 em um dia de apatia geral. Hoje foi igual, a diferença foi o oponente, que não tinha o sangue nos olhos dos romanos, outra diferença foi que o Barça conseguiu contruir um belo gol. Mesmo abaixo, Busquets fez belo lançamento e achou Messi, que penetrou sem bola no espaço vazio, dominou e cruzou sem olhar para Suárez marcar de cabeça (pra mim o gol foi do uruguaio). Se a equipe de Pogba e De Gea já estava assustada com a grandeza do Barça, o gol afogou de vez qualquer pretensão dos Red Devils. Sorte dos catalães, que quase não foram agredidos e só foram ameaçados em erros na saída de bola e em chuveirinhos. Deu gosto de ver? Não deu, mas foi o suficiente? Foi, deu pro gasto. Inegavelmente o santo continua forte, continua difìcil alguém superar este Barcelona.


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A dupla resolveu de novo


Agora é hora de respirar e celebrar o grande passo para ultrapassar a barreira das quartas de final depois de três anos, até porque no Camp Nou, deve ser outra atitude, outra disposição tática, outra história. A preocupação fica por conta do que vem pela frente, porque se o adversário de hoje fosse o fulminante Liverpool, certamente o clube catalão estaria à beira da eliminação. Fica o sinal alerta. 


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