5 razões para a decepcionante estreia do Barcelona

Ao ver o anúncio dos jogadores relacionados já deu para desconfiar que o Barça não teria uma estreia dos sonhos na Champions, ainda que fosse em pleno Camp Nou. Mas foi uma soma de fatores que fez com que o Barcelona tenha tido uma noite digamos, pouco inspirada.


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Para ser mais específico, separei as cinco razões mais determinantes para esta magra vitória de 1 a 0 sobre o modesto Apoel, do Chipre:


1 - Time misto: Luís Henrique correu risco ao poupar vários titulares, até acho que foi uma aposta interessante por ter sido em um momento apropriado, além de servir para estimular muitos reservas e para seguir com todo elenco inteiro fisicamente para a sequência do Campeonato Espanhol. Mas ficou evidente a falta que Iniesta, Busquets, Pedro e Rakitic fizeram ao time.


Getty Images
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Luís Henrique arriscou e no fim das contas se deu bem na primeira rodada


2 - Certeza de vitória: jogar contra um time inferior não tem jeito, uma equipe como a do Barça sabe que vai ganhar. E para sair da terceira marcha para a quarta e depois para a quinta é muito difícil. Quem joga para o gasto corre o risco de ter atuações medianas.


3 - Messy e Neymar: Apesar do esforço e de alguns belos lampejos da dupla Messi/Neymar, pode-se dizer que a coisa não funcionou. Eles até se procuraram, tiveram algumas boas tabelas, boas chances e até foram os melhores do time no jogo. Mas os craques acabaram pecando nas conclusões, também erraram alguns passes bobos e vão nos deixar ansiosos esperando um showzinho na próxima partida.


4 - Munir: o talentoso atacante das canteiras de base não repetiu a boa atuação de sábado diante do Atlético Bilbao e esteve sumido na partida. Munir novamente teve dificuldades de se encontrar contra uma defesa postada, da mesma forma que ocorreu diante do Villarreal na segunda rodada do Espanhol. Mas essa oscilação é natural em um atleta tão jovem. Ele vai longe.


5 - A "escola Simeone" do Apoel: bunda dentro da própria área de defesa durante todo o jogo, duas linhas compactas e marcação com duas coberturas sobre Messi. O Apoel não tem a mesma competência do Atlético de Madrid, mas fez a lição de casa direitinho e ajudou a deixar o jogo amarrado e o placar sem graça.


De um jeito ou de outro a arriscada aposta de Luís Henrique deu certo, ainda mais com o empate do PSG. Agora o Barcelona ganhou mais tempo em paz para aprimorar o time e para disparar descansado na liderança do Espanhol.


Visca el Barça!