Mina precisa evoluir, mas é a opção certa para o lugar de Mascherano

A chegada de Yerry Mina ao Barcelona sempre foi uma questão de “quando”, e não “se”. A cláusula de 9 milhões de euros para contratá-lo junto ao Palmeiras transformou o negócio em uma decisão fácil, principalmente em um mercado onde clubes ingleses pagam até 80 milhões por seus defensores.


Mesmo com alguns milhões sendo pagos a mais para contratá-lo em janeiro, e não no meio do ano, o preço de Mina é menos que a metade dos 25 milhões de euros que o Barça pagou por Umtiti em 2016, um valor que à época já era considerado baixo. Na questão financeira, é um ótimo negócio realizado pelo Barcelona: não gasta muito dinheiro para contratar um jogador jovem, que há alguns anos já desperta interesse de outras equipes europeias por seu potencial.


A lesão de Umtiti e a saída de Mascherano tornaram a contratação de um zagueiro algo necessário para a janela do meio da temporada. Não havia opção, o elenco precisava receber mais uma opção antes da saída do Jefecito para a China. 


Contratar um jogador de algum clube europeu seria uma operação demorada, cara e difícil de realizar. Considerando que já era intenção do clube contar com Mina a partir da próxima temporada, adiantar sua chegada era a melhor opção e fazia completo sentido.


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Mina chega para o lugar de Mascherano e vai rejuvenescer o setor defensivo do Barça


Apesar de não ter ido tão bem no Palmeiras em 2017 como foi em 2016, influenciado também por uma lesão que o afastou dos gramados por mais da metade do segundo semestre, Yerry tem qualidade e mostrou isso tanto no clube paulista quanto na seleção colombiana. Contudo, é jovem e naturalmente precisará não só recuperar seu melhor nível, mas também evoluir em todos os aspectos de seu jogo para ganhar mais espaço na equipe.


Hoje, ele chega para ser o quarto zagueiro, num cenário em que todos os jogadores da posição estejam disponíveis. Piqué e Umtiti são os titulares absolutos, enquanto Vermaelen, por todas as ótimas atuações nas últimas semanas, ganhou o posto de reserva imediato deles. Ao mesmo tempo, Valverde pode optar por manter sempre a combinação de um zagueiro destro e um canhoto, fazendo de Mina o reserva imediato de Piqué e Vermaelen o de Umtiti.


As maiores oportunidades para o colombiano devem vir na Copa do Rei e em jogos contra adversários da metade de baixo da tabela no Campeonato Espanhol. Nas próximas semanas, com o retorno da Liga dos Campeões e caso o Barça confirme sua classificação na Copa, a maratona de jogos irá forçar Valverde a fazer rotações no time, o que inevitavelmente irá criar oportunidades para Mina jogar.


Para o jogador, a “grife” de jogar no Barcelona e de disputar um campeonato mais forte é fundamental para suas pretensões de ser protagonista na Copa do Mundo. Jogar bem nas oportunidades que receber nos próximos quatro meses faria Mina ser o favorito para formar a zaga colombiana no torneio ao lado de Davinson Sánchez, do Tottenham.


A oportunidade, então, era perfeita para todos os envolvidos. O Barça consegue repor muito bem a saída de Mascherano, Yerry chega a um grande europeu próximo à Copa do Mundo e o Palmeiras recebe um valor maior que o combinado, a tempo de reinvestir antes do início da temporada, sem a necessidade de repor um jogador importante no meio do ano. 


O caminho percorrido até aqui credencia Mina a receber essa oportunidade. Agora ele precisa provar que é merecedor da confiança que o Barcelona está depositando nele.