Messi e Alba: a conexão mais letal da Europa massacrou o Celta

O que foi visto nos 30 primeiros minutos do jogo de volta da Copa do Rei entre Barcelona e Celta foi um massacre. O time visitante não conseguia respirar e via suas chances de se classificar indo embora a cada chute a gol.


Aos 15 minutos, Messi já havia feito dois. Aos 30, Alba e Suárez já tinham feito um cada. Depois disso, foi hora de tirar o pé do acelarador para se poupar para o jogo de domingo. Rakitic fez o quinto gol já nos minutos finais do jogo, mas o segundo tempo foi apenas uma formalidade.



O Celta deu mais espaço do que deveria na defesa, mas isso só aconteceu porque o Barça movimentou a bola com muita velocidade e contou com a precisão e entrosamento de Messi e Alba. Os dois primeiros gols foram em passes do lateral para o camisa 10. Os papéis se inverteram no terceiro gol, e por várias outras vezes os dois se procuraram durante a partida.


A conexão entre Messi e Alba não é de hoje. É só olhar para o gol que deu ao Barça a vitória por 3 a 2 sobre o Real Madrid na temporada passada. Passe de André Gomes para Jordi, que não pensou duas vezes antes de passar para o camisa 10. O nível que essa conexão alcançou na atual temporada, entretanto, é algo totalmente fora do comum.


É como aquela lance no videogame que sempre funciona, então você sabe que pode sempre contar com ele na hora que precisar fazer um gol. Todo mundo sabe que Messi vai procurar Alba, e vice-versa. Como parar? Essa é a pergunta que deve estar na cabeça de vários treinadores que ainda encontrarão o Barcelona na temporada.


Getty Images
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A dupla mais letal da Europa tem um lateral como protagonista


As boas notícias continuam com mais um gol de Suárez, seu quinto jogo seguido marcando e, mais importante, jogando bem. Bom jogo de Semedo e (acredite) André Gomes, que se ainda passa longe de ser brilhante, ao menos tem mais noção de seu posicionamento no campo e não quebra o ritmo das jogadas.


Iniesta faz uma temporada primorosa, respeitando seus limites físicos para potencializar sua qualidade técnica, que é sem igual. Vale destacar também a partida de Rakitic, que não é o meia talentoso que muitos torcedores ainda reclamam por ele não ser, mas tem um papel importante no esquema de Valverde para cobrir espaços sem a bola e dar mais liberdade para outros jogadores de ataque.


Por último, Dembélé entrou no segundo tempo e já começou a mostrar que está mais à vontade. A assistência para o quinto gol veio de uma cobrança de escanteio, mas no lance anterior ele já havia colocado Rakitic em boa posição para finalizar, e em alguns outros momentos deu belos dribles para abrir espaço pelo lado do campo.


O grande destaque ficou para uma arrancada desde o meio de campo que, em uma situação normal, ele tocaria a bola para Suárez ou Arnaiz, que estavam livres ao seu lado. Com um 4 a 0 no placar, o camisa 11 seguiu sozinho no lance e finalizou, tentando fazer seu primeiro gol pelo Barça, mas um desvio na zaga tirou a bola do caminho do gol. O atacante saiu de campo sentindo um desconforto na coxa, mas nada preocupante, segundo Valverde.


No geral, mas principalmente pela meia hora inicial, foi o melhor jogo sob o comando do treinador. Não à toa, seu nome foi cantado pela torcida mais alto do que em qualquer outra partida da temporada. A evolução do time no último mês torna Valverde merecedor de todos os elogios. Depois de montar um time vencedor, ele começa a deixar essa equipe cada vez mais brilhante.