Messi encontrou no Girona o palco perfeito para mais uma aula de futebol

Dar espaço para Messi costuma ser um problema. Dar muito espaço é assinar seu atestado de derrota. O Girona está acostumado a ser um time agressivo, marcando alto e tentando ganhar o máximo de bolas possível no campo de ataque. Contudo, não é recomendável fazer isso no Camp Nou sem ter uma proteção para evitar os constantes ataques em velocidade do Barça.


A marcação alta deixou espaço para Messi jogar entre as linhas de marcação. Se o gol dos visitantes após uma enorme falha de Umtiti foi um susto, não demorou muito para o camisa 10 mostrar que ficaria tudo bem. O passe perfeito para Suárez criou o gol de empate. Outras duas enfiadas de bola criaram chances perdidas por Alba e Dembélé.


Sobrou para o próprio Messi virar o jogo e, em seguida, fazer o terceiro. Primeiro, em um passe de Suárez, perdeu o tempo do chute, mas conseguiu se recuperar e fazer o gol. Depois, uma cobrança de falta rasteira, indefensável. Foi uma aula do camisa 10, que aproveitou o espaço dado pelo Girona para transformar a partida em mais uma de suas grandes exibições. O argentino segue sendo o jogador com mais gols, assistências, dribles e chances criadas no Campeonato Espanhol.


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Messi deu outra aula de futebol no Camp Nou


Foi a primeira vez que Messi, Suárez, Coutinho e Dembélé foram titulares juntos, e o resultado agradou muito. Luisito deixou o campo levando a bola pra casa: um hat-trick marcado por sua movimentação para se antecipar à defesa e sair cara a cara com o goleiro.


Coutinho fez seu primeiro gol no Camp Nou do jeito que a torcida mais esperava ver. Puxou a bola para a perna direita, abriu espaço, finalizou no canto. Golaço com sua assinatura. Além disso, foi uma boa partida do camisa 14, que depois de um primeiro tempo discreto conseguiu encontrar melhor seu posicionamento na meia-esquerda. Ele ainda deixou Suárez livre para fazer o quarto gol da partida, ainda na primeira etapa.


Já Dembélé estava extremamente impreciso no primeiro tempo, errando dribles, passes e praticamente todas as decisões que tomava. Um chute na lua, uma oportunidade clara desperdiçada, lances ruins marcaram os primeiros 45 minutos do camisa 11, que não havia pisado em campo nos últimos dois jogos.


No segundo tempo, o francês parecia um jogador muito mais confiante. Acertou os dribles, forçou o adversário a fazer faltas, conseguiu ser melhor coletivamente e deu uma assistência perfeita para o terceiro gol de Suárez.


Os erros são e continuarão sendo normais. Depois de uma transferência conturbada, duas lesões e uma expectativa gigante sobre ele, é normal que um jogador de apenas 20 anos precise de tempo para recuperar sua confiança e a melhor forma.


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O tempo é o melhor aliado para Dembélé chegar à sua melhor forma


A adaptação ao time começa agora, seis meses depois de sua chegada. Conseguir uma sequência de jogos será importantíssimo para ele, especialmente se Valverde conta com o camisa 11 para ser titular contra o Chelsea, na Liga dos Campeões.


Esse foi o primeiro grande jogo do Barça depois de uma sequência de atuações que deixaram a desejar. A tática adversária deu espaço para essa boa atuação, mas a presença de um atacante jogando em profundidade pelo lado direito também foi determinante. A adaptação de Dembélé e Coutinho é uma das chaves para a grande forma do Barcelona voltar.


Os próximos três jogos serão decisivos. Vitórias contra Las Palmas e Atlético de Madrid colocariam o Barcelona em uma posição extremamente confortável para ser campeão espanhol. O jogo de volta contra o Chelsea vem em seguida, e é preciso uma sequência de bons jogos para chegar bem contra os ingleses. Atuações como a de hoje precisam voltar a ser regra para o Barça ser bem-sucedido na reta final da temporada.


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Suárez deu a assistência para o primeiro gol de Coutinho no Barça. Hoje, o brasileiro retribuiu o presente