Emoção e polêmica: Barça foi valente para manter a invencibilidade

Quem assiste a um clássico espera ver um espetáculo, e disso não dá para reclamar do Barça e Real que vimos. Um jogo frenético, cheio de oportunidades dos dois lados, com alternâncias no time que dominava a partida e as confusões que são comuns em jogos desse tamanho.


Foi lamentável a arbitragem, que cometeu uma lista gigante de erros. Seria pouco dizer que a atuação do árbitro e de seus auxiliares influenciou no resultado final. Gol mal anulado, cartões que não foram dados, ou que foram dados sem merecimento, impedimentos mal marcados, e praticamente todos esses erros aconteceram para os dois lados. A mancha de uma partida excelente fica, novamente, por conta da arbitragem espanhola.


Mas o foco merece ser do jogo. Foi um excelente começo de jogo do Barça, dominando a posse de bola e criando uma bela jogada que resultou no gol de Suárez. O gol de empate desestabilizou o time e o Real foi superior até os momentos de confusão ao final da primeira etapa.


Com um a menos no segundo tempo, foi surpreendente ver como o Barcelona voltou bem e pressionando o adversário. A superioridade numérica parecia ser do Barça, e não do Real. Além do gol de Messi, o time teve ao menos duas boas chances de fazer o terceiro gol e não conseguiu. Para um jogo desse tamanho e jogando com um a menos, a produtividade ofensiva do Barcelona foi um ponto muito positivo.


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Messi e Suárez, os artilheiros do Barça


Messi foi o melhor do time, sem dúvida alguma. Suárez também cumpriu um bom papel, assim como Sergi Roberto enquanto esteve em campo. Contudo, dois jogadores se destacam pela contribuição enorme para a manutenção da invencibilidade mesmo jogando um clássico com um a menos.


Semedo entrou no segundo tempo e entendeu o peso da situação que estava. Uma atuação ruim colocaria todos os olhares sobre ele, enquanto uma boa atuação seria uma ótima forma de entrar na reta final da temporada mostrando que houve uma evolução desde sua chegada ao clube.


Defensivamente, o português foi perfeito. Enquanto no primeiro tempo o Real abusava das chegadas perigosas pelo lado direito da defesa do Barça, isso aconteceu com menos frequência na segunda etapa. No ataque, Semedo conseguiu ser uma boa válvula de escape, principalmente usando sua velocidade. Individualmente, era uma oportunidade com imensa importância, e o lateral soube corresponder à expectativa.


Quem também se destacou com uma partida brilhante foi Rakitic. A temporada do croata não chega perto de ser valorizada como merece. Defensivamente, ele entende onde deve se posicionar e preenche espaços que poderiam ser facilmente explorados pelo adversário.


Ofensivamente, além de distribuir o jogo ao lado de Busquets, puxou algumas jogadas de ataque que levaram perigo, seja na força física ou driblando os adversários. É um jogador fundamental para dar equilíbrio ao meio de campo da equipe e que se desdobrou para compensar a inferioridade numérica.


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Rakitic é pouco valorizado, mas faz ótima temporada


Ao final do primeiro tempo, a invencibilidade do Barcelona parecia prestes a acabar. Entre polêmicas e alguns destaques individuais, a equipe conseguiu manter sua sequência sem derrotas e saiu de campo de cabeça erguida, sendo competitiva mesmo em desvantagem perante o rival. Há problemas táticos que precisam ser corrigidos para a próxima temporada, mas a postura do time hoje merece ser exaltada e servir de exemplo para os jogos decisivos do próximo ano.