Bayern: o respeito em primeiro lugar

Vimos dois tipos diferentes de Bayern nesta Champions League: um completamente inconsistente, então comandado por Ancelotti, e outro que finalmente mostra um padrão de jogo elogiável, apesar de não ter sido amadurecido na pré-temporada - o que engrandece ainda mais o ótimo trabalho que vem sendo feito por Jupp Heynckes.


O PSG, como todos viram, não veio para brincadeiras nesta temporada. Não só reforçou muito bem seu time, como também exerceu a compra mais cara da história do futebol. É claro que a todo momento precisariam justificar o alto investimento e, na fase de grupos, certamente fariam de tudo para serem implacáveis.


Eles conseguiram isso não apenas através de goleadas homéricas em cima do Anderlecht e Celtic, mas também nos 3 a 0 da França, onde jogaram muito bem e se aproveitaram de nossas fragilidades - estas dentro e fora de campo - totalmente expostas naquela partida. Sabíamos que contra este ótimo time um erro seria crucial, e abusamos deles na partida de ida. Isso não apenas culminou na demissão de Ancelotti como também praticamente matou nossas chances de passar em primeiro lugar.


Heynckes veio e, com ele, o primeiro posto passou a ser consequência. O objetivo, desde sua chegada, passou a ser o restabelecimento do respeito. Desde aquele 27 de setembro, o Bayern foi muito criticado e em muitas vezes deixado de lado pela mídia, tratado como um coadjuvante. Era a consequência de perder para o time do momento, do jogador do momento, da promessa do momento.


Getty Images
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Com Heynckes, há respeito e bom futebol


Foram distintas as atuações de Bayern e PSG na fase de grupos: eles massacrando, nós com placares mais recatados. Ainda havia, no entanto, o jogo de volta. Uma nova oportunidade de rever a impressão deixada por aquela equipe totalmente desorganizada, mas que em nada refletia o nosso potencial. Na Allianz Arena, depois de uma grande recuperação na Bundesliga (com direito a folga na ponta da tabela), ocorreu o esperado: a redenção.


Organização tática, empenho coletivo, 45 minutos iniciais de muita fome e outros 45 que até poderiam ser melhores, mas que em nada prejudicaram o objetivo de provar à torcida que vale a pena confiar neste time na atual edição da Champions League. Os 3 a 1 não foram suficientes para nos colocar na liderança, mas fizeram com que o respeito voltasse - e, com ele, sabemos que podemos ir longe.


Até fevereiro há muito para se consolidar, muito a treinar e uma janela para contratar. Para hoje, recuperar a moral era o que importava. Sim, é mais um segundo lugar, mas dessa vez terminando em alta. 2018 promete.


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