Sandro Wagner precisa ser titular na volta contra o Real Madrid

Sim, Lewandowski está saudável e inquestionavelmente é (muito) melhor do que o Sandro Wagner. Mas o que eu quero falar neste texto não é exatamente sobre quem é melhor, e sim sobre quem está afim de jogar e tentar alguma coisa. Tenho me esforçado para não acreditar no que a mídia alemã tem dito a respeito da postura omissa do polonês diante dos merengues na primeira perna das semifinais da Champions League, mas suas ações depõem totalmente contra si.


Lewandowski trotou em campo. Não mostrou qualquer vontade de tentar marcar um gol em Navas. Pouco se apresentou na marcação, não colaborou na articulação quando o momento era de confundir a zaga adversária com transições, não mostrou gana por uma bola que, em seus pés, poderia aumentar o placar, desempatar a posterior igualdade ou empatar após a virada, e assim tornar a classificação para a final, no jogo de volta, menos improvável.


Para jogar no Bayern precisa ter vontade, e vontade Sandro Wagner tem de sobra. Wagner quer estar na Copa do Mundo, quer ser opção de Joachim Löw ao menos no banco. Jogar na Baviera é uma grande oportunidade de ganhar chances na Nationalmannschaft, afinal, qualquer atleta do clube é bastante visado. É um grande passo para representar o país. Mas não é suficiente para garantir uma vaga na Copa do Mundo, onde a Seleção atual campeã mundial novamente se apresentará como uma das favoritas ao título.


Reprodução/FC Bayern
Reprodução/FC Bayern

Wagner no mistão do Bayern contra o Frankfurt: gol, assistência e vontade. Heynckes tem solução para a omissão


Wagner sabe que, no jogo mais importante da temporada, pelo menos um gol - nem que não seja suficiente para forçar penalidades ou garantir classificação - seria garantia de que ao menos poderia ser cogitado com mais força para a lista final de Löw. Sandro tem recebido oportunidades na Seleção da Alemanha, mas não só joga pouco como também não consegue empolgar nesse pouco tempo em campo. Até o momento realmente não há qualquer garantia de estar na Rússia.


Mario Gomez, do qual sou fã, era questionado por alguns torcedores ao longo de sua boa passagem pela Baviera e foi solução contra o Barcelona na temporada da Tríplice Coroa. Gomez tinha vontade, Gomez marcou na histórica goleada contra o time que ainda era praticamente impossível de ser superado na época e foi aclamado por isso. É hora de Heynckes novamente dar chance a quem merece, a quem está afim. A quem tem vontade. É hora do tudo ou nada. Sandro Wagner precisa começar jogando em Madrid.


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