O péssimo aproveitamento do Benfica de Rui Vitória contra os maiores rivais

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Até agora, na 'Era Rui Vitória', Benfica venceu apenas dois de 13 duelos com Sporting e Porto


As conquistas de Rui Vitória à frente do Sport Lisboa e Benfica são fatos que a História não vai apagar. O português é parte importante do vigente tetracampeonato nacional, com dois títulos da Liga (2015/2016 e 2016/2017), é o nono técnico do Glorioso a conquistar a "dobradinha" (Campeonato + Taça de Portugal, em 2016/2017) e também é o primeiro treinador da história do maior clube da Terrinha a copar duas Supertaças Cândido Oliveira (em 2016, contra o Braga, e 2017, contra o Vitória de Guimarães). Por outro lado, uma escrita negativa deste ciclo incomoda bastante os benfiquistas. E, nesta semana, o pesadelo deu as caras novamente...


O revés sofrido no Clássico contra o Porto no último domingo (15), em plena Lisboa, pelo placar mínimo, tirou os Encarnados do topo da tabela e fortaleceu um fantasma o qual costuma assombrar o comandante das Águias desde o início de seu trabalho, na temporada 2015/2016: os embates com os arquirrivais do SLB. Conforme dito na crônica deste fatídico jogo, o Benfica jamais venceu o Porto na "Era Rui Vitória". Em três temporadas, foram três empates (1 a 1 no Dragão e na Luz, ambos em 2016/2017; 0 a 0 no Dragão, em 2017/2018), três derrotas (1 a 0 no Dragão, em 2015/2016; 2 a 1 na Luz, também em 2015/2016; 1 a 0 na Luz, em 2017/2018) e nenhuma vitória (!) em seis encontros.


Esta performance corresponde a um péssimo aproveitamento de 17%, em valor arredondado! Diante de um duelo historicamente equilibrado, tamanha disparidade é assustadora.


Nos Dérbis com o Sporting, o aproveitamento até melhora, porém não satisfaz. Nesse contexto, o número de partidas aumenta, pois também envolve jogos de mata-mata. Até agora, são sete encontros: cinco pela Primeira Liga, um pela Taça de Portugal e um pela Supertaça Cândido Oliveira. O retrospecto é de dois triunfos (1 a 0 no Alvalade, em 2015/2016; 2 a 1 na Luz, em 2016/2017), duas igualdades (1 a 1 no Alvalade, em 2016/2017; 1 a 1 na Luz, em 2017/2018) e três resultados negativos (1 a 0 no Algarve, pela Supertaça de 2015; 2 a 1 no Alvalade, pela quarta fase da Taça de Portugal 2015/2016; 3 a 0 na Luz, pela Primeira Liga 2015/2016). O Dérbi da penúltima rodada do Campeonato desta temporada, portanto, será a chance de igualar a quantidade de vitórias à de derrotas pela primeira vez na "Era RV".


Colocando fantasiosos três pontos na copa e supercopa nacionais, chega-se aos 38% de aproveitamento. O número é superior à porcentagem do Clássico, mas, ao mesmo tempo, é muito modesto, até porque o Sporting é um freguês histórico do Benfica.


Ao reunir todos os confrontos (duas vitórias, cinco empates e seis derrotas em 13 jogos), o rendimento passa a ser de 28% totais... Nestas horas, faltam adjetivos para a descrição.


É muito bom empilhar taças. Impor-se contra os maiores rivais também o é. A desvantagem dos comandados de Rui Vitória contra Sporting e Porto são reflexos de estratégias questionáveis do técnico para partidas deste quilate. Basta tomar como exemplo o último Benfica x Porto, onde os anfitriões se retraíram no segundo tempo e foram castigados com um gol perto do apito final, para a tristeza da massa encarnada.


Considerem este texto como uma maneira de extravasar a indignação perante estas estatísticas... Pelo amor que o senhor tem à sua reputação, à camisa que veste e às pessoas as quais confiam em seu trabalho, Rui Vitória, seja mais ousado e menos retraído nos Dérbis e nos Clássicos!! Passado o desabafo, chegou o dia de pensar no Estoril. Neste sábado (21), é para apoiar ainda mais o Sport Lisboa e Benfica. Pois nunca está morto quem peleia.