Desconstruindo lendas: Benfica nunca foi o 'time da ditadura' em Portugal

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Dentro dos gramados, o bicampeonato europeu foi o auge do Sport Lisboa e Benfica - na foto, a comemoração da primeira conquista, em 1961. Fora dos gramados, benfiquistas ilustres se destacaram pela oposição à ditadura fascista do Estado Novo


Nesta semana, mais precisamente no dia 25 de abril, Portugal relembrou um dos momentos mais importantes de sua história. A Revolução dos Cravos, movimento político e social que derrubou o regime ditadorial fascista do Estado Novo e trouxe a democracia à Terrinha, completou 44 anos.


O país foi governado pelo ditador de extrema direita Antônio de Oliveira Salazar de 1933 a 1968. Nesse ano, o ultranacionalista sofreu um derrame cerebral, acabando por morrer dois anos mais tarde. Seu primeiro-ministro, Marcello Caetano, chefiou os últimos seis anos do Estado Novo, prosseguindo com a repressão aos opositores e a censura à liberdade de expressão.


A recessão econômica e o desgaste provocado pela Guerra Colonial, numa circunstância onde Portugal se recusava a conceder a independência às suas colônias na África e estimulou a formação de movimentos guerrilheiros de libertação na Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, fortaleceram a oposição ao salazarismo tanto na sociedade civil quanto nas Forças Armadas. Marcello Caetano, então, foi deposto naquele 25 de abril de 1974, e o general Antônio de Spínola assumiu a presidência. A população saiu às ruas para comemorar o fim da ditadura e o retorno à liberdade e distribuiu os cravos, flor símbolo do país, aos soldados rebeldes como forma de agradecimento. Daí vem o nome do movimento: Revolução dos Cravos. Depois de perder o poder, Caetano se exilou no Brasil, onde prosseguiu sua carreira acadêmica na área de Direito e viveu até o seu falecimento, em 26 de outubro de 1980 - está sepultado no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.


Dentro desses contextos da ditadura salazarista e da Revolução dos Cravos, os torcedores de Porto e Sporting persistem, até hoje, em espalhar mentiras, segundo as quais o Benfica estaria ligado ao Estado Novo e Antônio Salazar seria benfiquista. Não passam de narrativas falaciosas e mal intencionadas, com um único intuito: prejudicar o maior clube português.


Tempo ruim para os jogadores de futebol


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Eusébio e Antônio Simões (à frente) fizeram parte da primeira comissão diretora do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol; Mário Coluna (ao fundo) defendia a independência de Moçambique


Para começo de conversa, Salazar nem de futebol gostava. O Estado Novo, inclusive, foi uma época terrível para os jogadores, que não tinham a profissão de futebolista reconhecida e eram obrigados a ter outro emprego para poder colocar comida na mesa. Os treinos dos clubes costumavam ser no fim da tarde, pois os atletas passavam o dia trabalhando noutros sítios. Além disso, as agremiações não entregavam os descontos dos jogadores à Segurança Social (o equivalente ao INSS no Brasil) e, pasmem, podiam segurá-los mesmo após o encerramento de seus contratos. Bastava oferecer 60% do salário proposto por outro clube. Era a chamada "Lei de Opção".


Em 1972, foi fundado o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, que em sua primeira diretoria teve nomes emblemáticos, dentre os quais estavam os benfiquistas Eusébio e Antônio Simões. Esta história é melhor contada nesta excelente reportagem do portal português Mais Futebol


Em entrevista ao site, o ex-jogador do Benfica, Antônio Simões, grande símbolo de oposição ao Estado Novo e um dos melhores jogadores da geração de ouro do clube lisboeta e da seleção portuguesa, enalteceu o gene revolucionário do movimento de 1974 e mostrou que o futebol é uma extensão da sociedade: "O 25 de abril acaba por legitimar a luta que o Sindicato de Jogadores estava travando. A questão não se limitava à Lei de Opção, era mais abrangente. Também tinha a ver com o reconhecimento da profissional, do profissional de futebol". Depois daquele 25 de abril, a Lei de Opção acabou e os jogadores puderam assinar contratos mais rentáveis e ganharam uma motivação a mais para jogar futebol e, acima de tudo, um futuro melhor. Podemos dizer que este foi o principal reflexo da Revolução dos Cravos no esporte da bola no pé.


Salazar odiava futebol...


Vamos retornar ao ponto de partida: Salazar não gostava de futebol. O ditador fascista era elitista e detestava manifestações populares. Nesse meio também entra o fado, gênero musical de raiz portuguesa conhecido em todo o planeta.


Segundo um texto de outro veículo de comunicação lusitano, o Expresso, que utiliza como fonte o escritor e cineasta português Antônio-Pedro Vasconcelos, o político de extrema direita via o futebol e o fado como "aglomeradores de massas, espetáculos de duvidoso gosto popular, potencialmente subversivos e portanto perigosos para a paz social, feita de repressão e apelos ao conformismo".


É muito difundida no outro lado do Oceano Atlântico uma história a qual dá conta de que Antônio Salazar supostamente teria impedido Eusébio de deixar o Benfica para ir à Internazionale, em 1967. Acontece que este relato não procede. Na realidade, de acordo com o mesmo artigo de Henrique Raposo, do Expresso, a Federação Italiana estava abismada com a péssima campanha da Azzurra na Copa do Mundo de 1966 (fora eliminada pela Coreia do Norte na primeira fase!) e proibiu a entrada de jogadores estrangeiros nos clubes locais, alegando que a vinda deles atrapalharia a formação de jogadores italianos. O ultranacionalista sequer participou da negociação entre o SLB e a Inter.


... Mas não deixou de interferir no esporte (e contra o Benfica)


Reprodução/Twitter
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Equipe do Benfica na temporada 1964-1965. Em pé: Germano, Perides, Raul, Cruz, Cavém e Costa Pereira. Agachados: José Augusto, Eusébio, José Torres, Mário Coluna e Antônio Simões


Mesmo com a política anti-futebol, o Estado Novo não deixou de colocar sua mão no esporte mais seguido em Portugal.


Em setembro de 1965, o regime salazarista proibiu o Benfica de viajar à União Soviética, celeiro do comunismo, para jogar um amistoso com o Spartak Moscou, clube de raiz operária que carrega consigo uma história de luta pela popularização do futebol. A viagem, relata o jornal português Diário de Notícias na edição do dia 6, fora articulada por Albino André, diretor da agência Turexpresso, que na época organizava as viagens do Glorioso ao exterior. A ideia agradou os dirigentes do clube da Luz, então presidido por Antônio Catarino Duarte, e era vista como uma oportunidade de estabelecer uma conexão turística entre Portugal e a URSS. O jogo amigável renderia às Águias um cachê de 4 mil contos, valor equivalente a 20 mil euros na cotação atual. Os moscovitas queriam ver de perto o Benfica de Eusébio, Mário Coluna, Antônio Simões e José Augusto.


A notícia causou enorme rebuliço em terras portuguesas, de modo que a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), força policial portuguesa responsável pela repressão aos opositores do salazarismo, abriu um inquérito em caráter de urgência. Foram interrogados Albino André e o chefe do departamento de futebol do Benfica, Gastão Silva. Este admitiu o desejo do Benfica de fazer essa viagem. Na época, o DN noticiou, ainda, que Albino conversou com o vice-presidente da Federação Soviética de Desportos e um diplomata responsável pelas relações da URSS com a Europa Ocidental, que se entusiasmaram com a iniciativa. Nessas negociações, também foi proposto um intercâmbio cultural o qual levaria a Moscou os cantores Amália Rodrigues, Fernanda Maria e Carlos Ramos e o conjunto Pauliteiros de Miranda.


Contudo, o Ministério de Negócios Estrangeiros de Portugal, na pessoa do ministro Fernando Nogueira, e também com influência de Antônio Salazar, foi curto e grosso: o Benfica não poderia viajar à capital soviética. Àquela altura, Gastão chegou a admitir ao Diário que considerava difícil a possibilidade de o clube obter a autorização do governo para a viagem.


O Sport Lisboa e Benfica logo reagiu à censura. A edição de 8 de setembro de 1965 do Diário de Notícias publicou uma nota da assessoria de comunicação do Maior de Portugal, na qual a instituição demonstrava o desejo de "manter o intercâmbio desportivo com todos os clubes do mundo" e mantinha uma posição firme contra a postura anti-soviética do regime de Salazar. "O Benfica não tem quaisquer razões para pensar que seja considerada impossível pelas competentes autoridades portuguesas a realização de um encontro de futebol entre a sua equipe e a de um clube russo", dizia a nota.


"Com esse comunicado, a direção do Benfica demarcou-se da posição do governo e espicaçou o regime dizendo que era um clube universalista. Afinal, naquela altura, o time fazia muitas excursões, tendo, inclusive, estado em vários países da América do Sul e, ainda, na Ásia", afirmou o escritor Alberto Miguéns, que pesquisa a história do Benfica, em entrevista ao DN no ano passado. Paralelamente ao discurso cirúrgico e necessário de Miguéns, o ídolo benfiquista Antônio Simões também dá sua contribuição em conversa com o jornal. "Este episódio prova que o Benfica nunca poderá ser catalogado como o o clube do regime", enfatizou.


A censura chegou aos símbolos do Benfica


Reprodução/Portal 'Benfica Universal'
Reprodução/Benfica Universal

Jornal português revela que o ditador Antônio Salazar censurou o hino do Sport Lisboa e Benfica


O Estado Novo de Salazar não afetou apenas a excursão do SLB à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A censura também atingiu os símbolos do clube.


Conforme todo mundo sabe, a cor do Benfica é vermelha. Coincidentemente, também é a cor do comunismo. Portanto, não faria sentido Salazar "patrocinar" um clube com as cores dos seus inimigos soviéticos, não é mesmo?


A comunicação social do clube, inclusive, viu-se forçada a mudar o apelido da equipe de "Vermelhos" para "Encarnados". O sentido, evidentemente, é o mesmo. E a palavra "Encarnados", embora pareça ter um simples significado, pode ser definida como um símbolo de resistência à opressão do Estado Novo.


A censura mais significativa alcançou o hino do Sport Lisboa e Benfica. Composta por Félix Bermudes e cantada por Alves Coelho, a letra da música Avante Benfica, principalmente o título, desagradava o antigo regime, que a via como instrumento de união das massas - afinal, o Glorioso sempre foi o time do povo. Foi aí que apareceu a música Ser Benfiquista, na voz de Luís Piçarra - atualmente tratada como o hino oficial do clube. Mas o "original", não se enganem, é o Avante Benfica, lançado em 1929, na ocasião do 25º aniversário da instituição.


Veja as letras:


Avante Benfica


"Todos por um!", eis a divisa
Do velho Clube Campeão,
Que um nobre esforço imortaliza
Em gloriosa tradição.
Olhando altivo o seu passado,
Pode ter fé no seu futuro.
Pois conservou imaculado
Um ideal sincero e puro.


Refrão
Avante, avante p'lo Benfica,
Que uma aura triunfante Glorifica!
E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,
Honrai agora os ases
Que nos honraram o passado!


Olhemos fitos essa Águia altiva,
Essa Águia heráldica e suprema,
Padrão da raça ardente e viva,
Erguendo ao alto o nosso emblema!
Com sacrifício e devoção
Com decisão serena e calma,
Demos-lhe o nosso coração!
Demos-lhe a fé, a alma!


Ouça o hino


Ser Benfiquista


Sou do Benfica,
Isso me envaidece.
Tenho a gênica
Que a qualquer engrandece.
Sou de um clube lutador,
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.

Ser benfiquista
É ter na alma
A chama imensa,
Que nos conquista
E leva à palma
À luz intensa
Do Sol que lá no céu
Risonho vem beijar.
Com orgulho muito seu,
As camisolas berrantes,
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.


Ser benfiquista
É ter na alma
A chama imensa,
Que nos conquista
E leva à palma
À luz intensa
Do Sol que lá no céu
Risonho vem beijar.
Com orgulho muito seu,
As camisolas berrantes,
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.


Ouça a música


Clube democrático desde a sua fundação, o Benfica tinha opositores ao regime na diretoria e no elenco


Divulgação/Blog 'A Minha Chama'
Divulgação/Blog 'A Minha Chama'

O Sport Lisboa e Benfica já teve um presidente operário: Manuel da Conceição Afonso


Os cargos máximos dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica sempre foram eleitos democraticamente, com a participação dos sócios. Logicamente, isto incomodava a ditadura em Portugal. A PIDE acompanhava as eleições e as assembleias gerais do clube de perto. Mesmo Portugal não tendo sido um país democrático durante muito tempo, o Benfica sempre foi uma instituição democrática. Tal fato é motivo de orgulho para os seus torcedores, especialmente os sócios.


Nem o tradicional jornal do Maior de Portugal, O Benfica, escapou da censura do regime fascista. O primeiro diretor do veículo foi José Magalhães Godinho, um dos mais renomados opositores ao salazarismo.


Há de destacar que Godinho não foi o único perseguido pelo Estado Novo presente nas instalações do Benfica em pleno auge do regime ditatorial em Portugal. Entre os oposicionistas benfiquistas também estavam nomes como Félix Bermudes (o autor do hino Avante Benfica), Júlio Ribeiro da Costa (conhecido por sempre defender o clube com unhas e dentes) e Manuel da Conceição Afonso (enquanto presidia o clube, também era operário).


No elenco de sua equipe de futebol, as Águias contavam com jogadores declaradamente favoráveis à libertação das colônias portuguesas na África. Foram os casos do meio-campista Mário Coluna, nascido na Ilha da Inhaca, Moçambique, e do ponta-direita Joaquim Santana, natural de Lobito, Angola. Vale mencionar novamente a estrela Antônio Simões, que tanto batalhou pela profissionalização dos jogadores de futebol e sempre se autodefiniu como um cidadão democrata.


"O Benfica foi, de longe, o clube desportivo que mais problemas criou a Salazar, como de resto seria de esperar numa agremiação tão marcadamente popular desde a sua fundação", escreve o blog Avante P'lo Benfica.


O Estádio da Luz demorou 17 anos para receber um jogo da seleção nacional


Arquivo/SL Benfica
Arquivo/SL Benfica

O antigo Estádio da Luz, casa do Benfica entre 1954 e 2003


Erguido pelos adeptos encarnados, inaugurado em 1º de dezembro de 1954 e, desde então, a maior praça esportiva de Portugal, o antigo Estádio da Luz demorou muito tempo para abrigar uma partida da seleção nacional. A Equipa das Quinas só veio pisar no solo sagrado da Catedral em 1971, numa partida frente à Escócia, válida pelas Eliminatórias da Eurocopa de 1972 e vencida pelos anfitriões por 2 a 0.


Segundo o escritor Alberto Miguéns, também em entrevista ao Diário de Notícias, aquele Portugal x Escócia só foi jogado na Luz depois de muita pressão da imprensa local. A mídia acreditava que o fracasso da Seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970 se devia ao fato de o escrete não ter jogado no maior estádio do país, onde, consequentemente, teria maiores públicos e mais apoio.


É mais um fato que desmente os comentários mal intencionados os quais relacionam o Sport Lisboa e Benfica ao regime opressor do Estado Novo.

Observando os rivais do Benfica


Pensem comigo... Se o Sport Lisboa e Benfica foi o campeão nacional da temporada 1954/1955, por que o representante de Portugal escolhido para a primeira edição da Copa dos Campeões Europeus, lá em 1955/1956, foi o Sporting? A motivação foi puramente política. O SCP era ligado à elite de Lisboa (já foi chamado de "o clube dos Viscondes"), e o regime salazarista, como sabemos, detestava as massas.


Com o bicampeonato europeu do Benfica (1960/1961 e 1961/1962) e o consequente prestígio das Águias a níveis continental e mundial, o governo autoritário de extrema direita quis se autopromover a partir dessas conquistas. Depois de tanto vigiar o clube por este abrigar seus maiores oposicionistas... Todavia, bastou o Maior de Portugal querer visitar a União Soviética, na história já contada no início deste texto, para a censura do salazarismo voltar.


Por outro lado, os adeptos do Porto gostam de relacionar a Revolução de 1974 ao crescimento do clube. De fato, o FCP tem mais títulos que o SLB na era pós-25 de Abril: são 22 Campeonatos, 13 Taças de Portugal e dois títulos da Copa dos Campeões Europeus/Uefa Champions League contra 16 Campeonatos, 11 Taças de Portugal e três vices da Copa dos Campeões Europeus/Uefa Champions League. O Sporting, por sua vez, conquistou quatro Campeonatos e 13 Taças de Portugal.


Divulgação/Blog 'Em Defesa do Benfica'
Divulgação/Blog 'Em Defesa do Benfica'

Panfleto que circulou na Cidade do Porto entre o final da década de 1940 e o início da década de 1950


Mas relacionar a era democrática do país à ascensão do time azul e branco não faz sentido algum. Aparentemente ignoram que, imediatamente após o fim do Estado Novo, o Benfica foi tricampeão nacional. E que, no intervalo de 20 anos depois do 25 de Abril de 1974, o Benfica trouxe para a sua galeria de troféus 10 Campeonatos e sete Taças, enquanto o Porto ganhou oito Campeonatos e cinco Taças e o Sporting conquistou dois Campeonatos e duas Taças. Vamos ao fato: o boom do FCP se resume em um nome: Pinto da Costa, presidente do clube do Norte desde... 1982! Foi ele quem restaurou a maneira de ver e planejar futebol na agremiação - ou seja, a gestão - e fez os Dragões subirem de patamar nos cenários nacional e internacional. Da mesma forma, a desvantagem (embora pequena) do Benfica nos últimos 44 anos se deve às más gestões, sobretudo às do final do século XX e início do século XXI.


Entretanto, vale lembrar que, na última década, o mandatário portista esteve envolvido no maior escândalo de manipulação de resultados da história recente do futebol português, o Apito Dourado. Existem a rodo, no YouTube, áudios nos quais o presidente do Porto oferece até prostitutas para comprar árbitros de jogos do seu time. Mas isto é só a ponta do iceberg: fica como sugestão de leitura este artigo do jornal português I.


Outro parêntese importante, retornando à época do Estado Novo: a antiga casa do Porto, o Estádio das Antas, foi construído com forte ajuda do governo ultranacionalista de Salazar e inaugurado em 28 de maio de 1952. Logo em um 28 de maio, dia do golpe militar encabeçado pelo general Gomes da Costa, em 1926. Contudo, o Benfica passeou na inauguração da antiga praça esportiva do Norte: venceu por um sonoro placar de 8 a 2.


Então, senhoras e senhores, a verdade é que, assim como a Revolução de 1974, o Sport Lisboa e Benfica também está na história de Portugal. O movimento e o clube têm o povo e a democracia em comum. Os Encarnados sempre foram a favor da massa. E sempre foram vitoriosos. O país e o Glorioso se misturam. Um não vive sem o outro. E eles não vivem sem sua gente.

Fontes: YouTube, jornais Diário de Notícias, ExpressoI; blogs A Minha ChamaAvante P'lo Benfica, Em defesa do Benfica, Vitorinices e Ontem vi-te no Estádio da Luz; portais Mais FutebolHistória do Mundo (UOL) e Wikipédia.