O sol precisa voltar a brilhar no Boca

Foram 8 vitórias consecutivas. O time jogava bem e os níveis de confiança eram altíssimos após vencermos o River na casa deles. Até que veio a derrota para o Racing em La Bombonera, a grave lesão de Benedetto e mais um jogo perdido, contra o Central, em Rosario. Fomos do céu ao inferno.


Prensa Boca Juniors
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O sol precisa voltar a brilhar


O Boca ainda é o líder da Superliga, mas de fato é a primeira vez que a torcida está preocupada. Perdemos os dois melhores jogadores por 6 meses e a distância que tinhamos na liderança. Apesar disso, não há tempo para lamentações e o Boca precisa não só vencer o próximo jogo contra o Arsenal de Sarandí, mas também pensar em 2018.


Wanchope Ábila viria para ser suplente de Benedetto. Com Pipa fora, o Boca precisa buscar um novo atacante. E ai que o nome de Carlitos Tevez volta com tudo. Seu ano sabático na China foi um fiasco. Jogou pouco, ficou fora de forma, embolsou muitos milhões e se arrependeu. Foi um negócio "ruim" para ele, para o Boca e para o clube chinês. Se bem dizem que está tudo muito bem encaminhado após o presidente Daniel Angelici viajar até Shangai. Para trazê-lo de volta, o Boca teria de pagar 6 milhões de dólares, algo praticamente fora de questão, uma vez que este não é o Tevez que veio da Juve, mas um jogador de quase 34 anos e que não sabemos como irá render. Acordando valores, Carlitos deverá desembarcar em La Boca até janeiro.


Bou era o único camisa 9 para jogar até o final do ano, mas também se lesionou. Com isso, Guido Vadalá deverá ser o atacante no domingo. Vadalá sempre foi visto como uma das maiores promessas da base xeneize, inclusive passou uma temporada na Juventus, emprestado após o negócio com Tevez. Entrará na fogueira. Ou vai ou racha. A torcida tem muita esperança.


Se Gago ficará afastado até abril, Seba Pérez está de volta. O jogador que prometia ser um dos principais reforços para este ano, jogou pouco e teve lesão grave. Será muito importante para a equipe, pois é o único com características similares as do capitão. Oxalá seja o jogador que foi no Atlético Nacional.


A sorte aparentemente abondonou o Boca de Guillermo Barros Schelotto. Lesões inesperadas e bolas na trave no último minuto. Desconheço campeões que são, aparentemente, abandonados por ela. É preciso deixar essa escuridão o mais rápido possível. O sol precisa voltar a brilhar. E já no próximo domingo.