Boca: o braço fraqueja às vezes

Prensa Boca Juniors
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Confesso que o título deste post foi inspirado pelo mesmo utilizado no derradeiro texto publicado pelo antigo Impedimento, o melhor blog de futebol sudamericano em lingua portuguesa que já existiu. Mas, diferente dos amigos, que utilizaram a expressão para por fim ao projeto, por aqui precisava apenas de uma pausa. Vacaciones de verdade. E aparentemente o Boca me acompanhou nessa.


Antes de sair, o Boca estava invicto no ano. Entre um aeroporto e outro, porém, a notícia de que haviamos perdido para o Argentinos Jrs por 2 a 0 na Paternal. Tranquilo, sem alardes, o Boca seguia como puntero da Superliga. Depois disso, uma vitória por 2 a 1 contra o Tigre em La Bombonera. Aos 49 do segundo tempo. A lo Boca, como costumamos dizer. Mas a verdade é que, assim como no meu estresse pessoal, era preciso ligar o alerta. O time já não jogava tão bem assim.


O pior de tudo veio no dia 14 de março, um dia antes do meu cumple. Curiosamente, por conta do fuso, perdemos o Superclásico e a Supercopa no dia do meu aniversário. Um regalo terrível. A diferença é que eu estava de férias, de sangue doce, já o Boca parecia perder seu rumo.


Na última semana, em Tucumán, arrancamos um empate - novamente com gol no finalzinho. Pouco futebol e muitas dúvidas. Apesar disso, a liderança ainda é isolada, mas a diferença caiu prara 6 pontos. O vice-líder é o Talleres e o próximo jogo é justamente contra eles, em La Bombonera.


A data FIFA - chamada pelos clubes de 'vírus' - veio a calhar para Guillermo e cia. O time precisa parar, respirar, entender que não existe uma crise, mas que teve uma baixa no rendimento. Vem jogo decisivo por ai. Sem falar de Libertadores.


O braço fraqueja às vezes e precisamos parar para respirar.