Superliga e Libertadores: dois passos para o alívio do Boca

Entre o gol mal comemorado de empate contra o Junior de Barranquilla e o drible de Wanchope no arquero de 1.95m do Unión de Santa Fé, os dois sentimentos que nos dá, quase sempre, o futebol. 'Estamos eliminados da Copa'. 'Seremos bicampões'. É tanta coisa, e não é coisa alguma. Ainda podemos nos classificar, sim. E também podemos perder o título. Apenas dois passos nos separam dessa cascata de sentimentos prós e contras.


Prensa Boca Juniors
Prensa Boca Juniors

O drible e o gol: um raro momento de tranquilidade


O Boca joga mal, mas vence. Ou nem sempre, como mostra a tabela da Libertadores. A verdade é uma só: o torcedor xeneize precisa da Copa do Mundo para ter folga. É uma loucura - principalmente para aqueles que, como eu, são apaixonados pela Selección. Mas a verdade é que essa apreensão de glória ou inferno que vivemos entre a Superliga e a competição continental está nos consumindo. Já nos falta folego para gritar os gols, discutir no bar, ou escrever um post no blog. Estamos cansados da guerra que o Boca peleia. É como viver na trincheira entre uma bomba que explode e um gole de água no cantil.


Quarta, em La Plata, apenas um ponto. Se não vier, contra o Huracán, uma chance mais. Diante do Alianza Lima, em La Bombonera, a vitória cueste lo que cueste. E uma mão do Palmeiras para ajudar. São dias duros, de ansiedade, suor frio e corpo dolorido o que nos espera.


Por aqui torcemos. E mesmo que nos faça mal, é a droga pela qual nos viciamos. É tóxico, mas nos alivia muitas dores e anseios. Um empate na Superliga e pontuar mais que o Junior na Libertadores. O Boca está a somente dois passos do alívio. E nós também.