Pavón, o melhor sócio para Messi na Seleção Argentina

Há muito se fala sobre montar uma Selección que tire o melhor de Messi. A verdade é que o diez já carrega o time nas costas faz tempo e o que ele precisa é que outros possam ajudá-lo a carregar o piano. Agüero nunca se mostrou ser, de fato, o parceiro que esperávamos. Di Maria por momentos foi o único que ajudou, mas não é mais o mesmo. De Higuain, nem precisamos falar.


Pavón fez uma Superliga espetacular pelo Boca. Mais do que fundamental, foi decisivo para o título. Foi sem dúvidas o melhor jogador do campeonato e, quando teve oportunidade na Albiceleste, não tremeu. E Sampaoli viu que em Pavón tem características que faltam a outros jogadores: explosão, busca pelo espaço vazio e objetividade.


Prensa Boca Juniors
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Abrazo de gol: a sociedade Messi-Pavón promete


Pavón ganhou a vaga entre os 23 convocados para a Copa do Mundo aproveitando as chances que teve. E ontém, em La Bombonera, jogou como se estivesse mesmo em casa. Entrou e logo deu assistência para o gol do Kun. Elogiado pelo próprio Messi, Kichan começa a não só ser figura presente, mas deve lutar para ser titular na Rússia. E deveria mesmo. Seu jogo simples é uma necessidade. Dar a bola no 10, atacar o espaço e decidir rápido.


Do outro lado estamos nós, torcedores. Como bostero, de certa forma me preocupa. Dificilmente conseguiremos segurar um jogador titular no Mundial. E o Boca não está pronto para perder Pavón. O presidente Daniel Angelici se antecipou. Propos essa semana um considerável aumento de contrato e uma subida na cláusula de recisão para 50 milhões de dólares (20 milhões a mais que atual).


No Boca, Pavón foi o melhor sócio para Benedetto e depois para Wanchope. E, mesmo em pouco tempo, não ficam muitas dúvidas que poderá ser o melhor sócio para o melhor do mundo. Que seja, mas que fique por aqui pelo menos uns 6 meses mais.