Há 20 anos, Carlos Bianchi treinava o Boca pela primeira vez

Muita coisa era diferente em 1998. O Boca tinha alguns campeonatos argentinos, quatro Copas Libertadores, dois mundiais e outros tantos títulos a menos. Claro, já era o clube mais popular da Argentina, bicampeão da Copa e com título Mundial, mas ainda assim, o patamar era outro.


No plantel já estavam Riquelme, Palermo, Guillermo, entre outros. Mas faltava o líder que mudou o rumo do clube da Ribera pra sempre: Carlos Bianchi.


Em tempos onde fala-se tanto em crise de técnico na Selección, estamos falando do DT mais vitorioso da história do continente. Após ter conquistado tudo o que podia no Vélez e ter uma passagem frustrada na Roma, Bianchi chegou no Boca pelas mãos de Macri. Talvez o maior acerto do presidente em sua vida.


Gonza Rodriguez
El Grafico/Gonza Rodriguez

Bianchi, em caricatura feita pelo bostero Gonza Rodriguez


Como costumamos dizer, naquele 2 de julho, em Tandíl, ele disse: 'Hola, soy Carlos Bianchi.', e só conheceu a derrota depois de 40 partidas.


No Boca, o Virrey logo foi bicampeão argentino em 1998/1999, um deles de forma invicta e alcançando uma incrível marca sem derrotas. Ali, a base para as conquistas maiores. A triplice coroa em 2000 - venceu o torneio local, a Libertadores e o Mundial contra o Real Madrid. Em 2001, repetiu a Copa, mesmo que tenha perdido para o Bayern no Japão.


Com o fim de seu contrato, Bianchi se foi. Deixando o Boca com seis títulos a mais. Já tinha ali conseguido algo que apenas Toto Lorenzo conseguiu nos anos 1970.


Em 2002, o Boca já não teve o mesmo sucesso. E ainda bem. Bianchi voltou em 2003 para nos dar mais um campeonato argentino, mais uma Libertadores e mais um Mundial, dessa vez contra o Milan. No ano seguinte, tirou as gallinas da Copa uma vez mais, e caiu na final contra o Once Caldas. Até hoje não sabemos como perdemos esse título, mas eram tempos tão vencedores que nem parecia fazer falta.


Quando retornou 10 anos mais tarde, o Boca não era o mesmo. Talvez Bianchi também não fosse o mesmo. Os resultados não o acompanharam. Mas nada que manche a história do maior técnico da história do Club Atlético Boca Juniors.


Vinte anos passam muito rápido.


Gracias, Virrey!