Corinthians 2-0 Botafogo: futebol é bola na rede

Sejam todos bem-vindos de volta ao Campeonato Brasileiro. Após um mês sabático de grandes jogos, futebol vistoso e toda a pompa de uma Copa do Mundo, é hora de voltar à realidade. E nada melhor do que uma derrota ao melhor estilo Botafogo para cairmos na real o quanto antes. 


Primeira finalização, bola no ângulo, adversário na frente. Poderia ser azar - se não fosse recorrente. O Botafogo mais uma vez entrou dormindo em campo e saiu atrás do placar antes mesmo de tocar na bola. Nos outros 89 minutos, vimos novamente mais do mesmo: um time que domina, ronda a área adversária, mas tem uma dificuldade absurda em criar chances e convertê-las em gol. 


Luis Moura/Wpp/Gazeta Press
Luis Moura/Wpp/Gazeta Press

Rabello desperdiçou boas chances no ataque


No futebol, a conta é simples: ganha quem colocar mais bolas na rede do adversário. Nos últimos anos, nos notabilizamos por jogarmos fechadinhos e matando as partidas no contra-ataque. Dessa forma, fomos à Libertadores em 2017 e derrubamos diversos tabus. É uma estratégia tão digna quanto qualquer outra. E assim fez o Corinthians nesta quarta-feira. 


O Botafogo dominou toda a primeira etapa após sair atrás no placar, mas abusou dos passes errados no último terço - algo bastante recorrente em 2018. Já na segunda etapa, com a entrada de Rodrigo Pimpão, o Glorioso foi mais contundente e criou diversas chances - esbarrando em atuação magistral de Cássio. 


Futebol é isso: bola na rede. Poderíamos alegar que o jogo de hoje foi azar - mas, diante da reincidência do panorama, acredito mais em incompetência. Embora bem postado na Arena Corinthians, nosso futebol foi pobre ofensivamente. Cabe ao técnico Marcos Paquetá treinar mais as jogadas ofensivas e encontrar a melhor combinação de jogadores no quarteto ofensivo.


Na próxima rodada, encontraremos o Flamengo, rival e líder da competição. Após a derrota para o São Paulo no Maracanã, eles virão com tudo para segurar a primeira colocação. Se o Botafogo souber jogar com inteligência e corrigir a pontaria, podemos deixá-los no "cheirinho" mais uma vez. Vamos torcer!


Notas


Jéfferson: 6
Sem culpa nos gols, apenas assistiu o Botafogo desperdiçando chances no ataque. 


Luis Ricardo: 5
Não comprometeu defensivamente, mas deixou a desejar no campo de ataque. Faltou ser mais incisivo nas tabelas e ir mais à linha de fundo. 


Joel Carli: 5,5
Na defesa, pouco teve trabalho. No ataque, foi um dos nossos a esbarrar em Cássio. Deu azar no lance do gol, ao "ajeitar" a bola para Rodriguinho. 


Igor Rabello: 6
Presença constante no ataque, perdeu boas chances e teve um gol bem anulado. Na defesa, não chegou a tempo de cobrir o buraco deixado por Gilson e não conseguiu impedir o gol de Romero. No resto do jogo, foi bem seguro.


Gilson: 4
Errou quase tudo o que tentou e entregou o segundo gol ao errar o corte de cabeça e ainda deixar uma avenida para a passagem de Romero. De positivo, apenas um bom chute defendido por Cássio. 


Rodrigo Lindoso: 5,5
Atuação medíocre, que é o máximo que a sua falta de vontade permite. Quando está afim de mostrar alguma coisa, consegue um desempenho melhor.


Matheus Fernandes: 8
O melhor do Botafogo em campo. Vários desarmes, bem na saída de bola e sempre consertando as bolas quadradas dos companheiros. Tem um grande futuro. 


João Pedro: 5
Sonolento e disperso. Me lembra um certo camisa 10 de nome composto que prefiro não citar. 


Leo Valencia: 6,5
Tentou bastante, mas sem a inspiração da ótima sequência pré-Copa. Flutuou fora da área tentando encontrar os espaços, mas não deu liga. 


Ezequiel: 5,5
Burocrático, fez bom jogo tático mas não justificou a titularidade. Explora muito pouco a sua velocidade contra adversários mais lentos e pesados. 


Kieza: 4
Perdeu boas chances de gol e jogou de zagueiro em algumas outras. Não viveu uma boa noite. 


Rodrigo Pimpão: 7,5
Entrou muito bem pelo lado direito e melhorou o jogo ofensivo. Criou boas chances, quase fez um golaço e deu um belo chapéu. É titular nesse time em qualquer um dos lados. 


Rodrigo Aguirre: 5
Entrou sem posição definida, novamente longe do gol. Só apareceu ao acertar uma porrada na canela do adversário. Está devendo, mas precisa de sequência - e, de preferência, jogando em sua posição de origem. 


Luiz Fernando: sem nota
Entrou no fim e apenas participou do abafa, já no desespero do 2-0. 


Marcos Paquetá: 6
Ainda é muito cedo para analisar seu trabalho. O time mostrou algum padrão tático, mas falhou em criar situações. Apesar das diversas chances na segunda etapa, não houve armação e jogo planejado - apenas um "abafa"  com cruzamentos de todos os lados e pouco jogo inteligente. Vamos ver como o time se comporta no sábado.


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