Nacional-PAR 2-1 Botafogo: a hora da demissão

O adversário era horroroso e violento. O estádio, completamente vazio, ecoava os gritos dos poucos alvinegros presentes no Paraguai. Ainda assim, o Botafogo conseguiu se superar e perder mais uma sob o comando de Marcos Paquetá - que, espero eu, não será mais o nosso técnico até a publicação deste texto. 


Em campo, nenhuma novidade. Um time completamente sem padrão de jogo, com jogadores fazendo corpo mole e demonstrando toda a sua incapacidade técnica. O Nacional tentou entregar o jogo diversas vezes, mas fomos incompetentes até para arrancar um simples empate. 


Zaga exposta, meio-campo burocrático e ataque inexistente. Essa foi a receita de Marcos Paquetá nos cinco jogos como treinador até aqui, sendo quatro derrotas sofridas com extrema facilidade. Sua contratação já pode ser cravada como mais um erro na gestão de futebol do Mais Botafogo de Nelson Mufarrej. 


Fernando Calistro / Última Hora
Fernando Calistro / Última Hora

Além de tudo, ainda tomamos um gol de bicicleta


Ao entregar todo o comando do carro-chefe do clube nas mãos de Gustavo Noronha e Anderson Barros, o Botafogo se enforcou. A alegada "economia" feita nas contratações de Tigrão e Paquetá já nos custaram milhões em eliminações precoces, redução drástica no sócio-torcedor e campanhas pífias dentro de campo, sem falar nas multas demissionais. O barato sai caro. 


É triste ver o Botafogo chegar onde chegou. É triste acordar em dia de jogo quando a única sensação é a de preocupação absoluta. O prazer de curtir as partidas se esvaiu, dando lugar à constante irritação e o medo diante do fantasma do rebaixamento. Nossos cartolas nos tiraram tudo, até mesmo a vontade de ver os jogos e curtir futebol duas vezes por semana. 


Na próxima rodada, receberemos o Santos no Estádio Nilton Santos. Confronto direto contra o rebaixamento, assim como foi contra a Chapecoense. Não há mais nada a almejar esse ano que não a permanência na Série A do Brasileirão. É uma constatação infeliz, mas real. E a culpa é toda do clube.


Notas


Saulo: 5
Ainda bem inseguro, mas desta vez sem culpa nos gols.


Luis Ricardo: zero
Há três jogos não acerta nada. Uma tabela, um cruzamento, um drible, nada. É uma vergonha a renovação do seu contrato até o fim de 2019 (!). Que treine separado ou seja emprestado pra Série C, apenas sumam com ele do time. 


Joel Carli: 7,5
No seu centésimo jogo, nosso xerife fez de tudo. Marcou sozinho, deu lançamento no lance do nosso gol e quase fez um gol de voleio. Se multiplicou em campo e foi o menos pior do Alvinegro.


Igor Rabello: 4
Mais uma atuação bastante fraca. Perdeu várias divididas, deu botes errados, levou caneta e foi facilmente superado no lance do gol. Precisa colocar a cabeça no lugar. 


Gilson: 2,5
Esse não dá nem raiva; só pena. Muito fraco. Não nasceu para ser jogador de futebol. 


Rodrigo Lindoso: 3,5
Completamente omisso. Se escondeu em todas as oportunidades de triangulação e não ajudou na marcação - inclusive no lance do gol. Não pode ser titular. 


Matheus Fernandes: 4
Sempre o cérebro do meio-campo, hoje não foi bem. Prendeu demais a bola, errou passes curtos e foi desarmado em frente à área no segundo gol. Oscilação normal para a idade, mas comprometeu. 


Luiz Fernando: 6,5
Apresentou-se bastante, lutou e fez algumas boas jogadas individuais. Pecou na conclusão dos lances, mas foi premiado com um gol de oportunismo. 


Leo Valencia: 3
Esteve em campo?


Rodrigo Pimpão: 5
Muito voluntarioso, mas péssimo tecnicamente. Brigou com a bola em diversos momentos. É titular por falta de opções.


Kieza: 5,5
Fez ótima jogada no lance do gol. E só. No restante da partida, cometeu erros técnicos bisonhos e colaborou muito pouco para o jogo coletivo. 


Renatinho: 6
Entrou dando uma movimentação diferente no meio-campo, mas logo foi inutilizado ao receber uma joelhada criminosa nas costas - punida apenas com cartão amarelo. Deveria pelo menos metade da sequência que dão para Valencia. 


Marcelo: 4,5
Entrou diante da necessidade de atacar (?) e apenas errou passes no meio. Muito fraco. Contratação inexplicável.


Brenner: zero
Entrou fora de posição, brigou com a bola e, na cereja do bolo, perdeu chance inacreditável quase dentro do gol. 


Marcos Paquetá: zero
Seu time voltou a exibir um padrão de jogo patético, sem nenhum plano de jogo. Suas substituições foram bizarras, mostrando sequer ter conhecimento sobre o grupo. Precisa ser demitido ou, caso a diretoria se omita, ter vergonha na cara e pedir para sair. Não dá mais. 


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