O domingo em que o Vozão quebrou um tabu e abandonou a lanterna

Sim, amigos, NÃO SOMOS MAIS LANTERNAS. E com um jogo a menos. E, de quebra, quebramos um tabu no campeonato e outro histórico. O primeiro é que hoje foi nossa primeira vitória fora de casa e o segundo é que foi nossa primeira vitória contra o Paraná na Vila Capanema. Não tinha como ser melhor: conquistamos tudo isso em um jogo de seis pontos. Simplesmente sensacional. Se o hexa não veio, a Copa foi extraordinária para o Ceará.


Começamos sendo um pouco pressionados pela Gralha, porém equiparamos o jogo e começamos a criar algumas jogadas. Em uma jogada de insistência de Richardson (o melhor em campo, por sinal), ele encontrou Juninho Quixadá. O meia atacante limpou o zagueiro e, com uma precisão semelhante a de Messi, guardou. Inclusive, esse gol merece um destaque especial. Estamos falando de um quixadaense de 1.70 m e 32 anos vindo de uma Série D pelo Ferroviário. Emociona esse cara estar sendo nosso jogador mais incisivo. E eu agradeço ao futebol por me proporcionar isso. QuiSalah, QuixaDeus, Cristiano Quixanaldo, Messinho Quixadá; podem escolher o apelido. Após todas as críticas recebidas em sua contratação, ele merece esse destaque.


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Na foto vemos o melhor do mundo e ao seu lado Cristiano Ronaldo



Apesar disso, Quixadá não fez uma boa partida após o gol, porém, no geral, valeu por ter sido decisivo. Perdeu uma chance claríssima com um lançamento de cabeça de Arthur, onde poderia ter tocado para Leandro Carvalho. Carvalho, que era dúvida, foi muito sumido no jogo, mostrou ainda estar um pouco fora de ritmo. Arthur foi bem no pivô e correu "mais certo", aguentando toda a partida sem cansar. Pecou em uma cabeçada no segundo tempo em jogadaça de Felipe Azevedo (que entrou bem), mas no geral foi bem


No meio-campo, Cardona foi bastante importante, principalmente marcando. Foi um guerreiro em campo e mostrou que é nosso titular. Reina e Calyson entraram e não comprometeram, com Calyson podendo ter acertado o passe para Arthur matar o jogo, o que, infelizmente, não ocorreu. Aliás, o Ceará precisa acertar essa última bola, pecamos algumas vezes nela. Acontece, a tendência é que o time melhore à medida que jogue mais.


Geraldo Bubniak
Geraldo Bubniak

O tal do “João Codorna” jogou demais



Falemos da defesa. Lisca ajustou essa defesa de um jeito que o time não passa maiores sustos, independente de quem jogue. Dizer que Richardson foi monstruoso se tornou pleonasmo, o volante só confirma ser o melhor atleta do Ceará. Edinho mostrou que será bastante útil, Fabinho foi perfeito na direita (sua altura garantiu umas 3 "salvadas" incríveis), a dupla de zaga se acertou apesar de atuar pela primeiras vez junta como titular e João Lucas foi sensacional defensivamente. Um destaque para Éverson, que foi sensacional quando acionado. Caminha forte ao lado de Richardson na consolidação de se tornar ídolo.


Por falar de ídolo, precisamos falar de Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi, AKA Lisca Doido. Esse aí de doido não tem nada. Ajeitou esse time de uma maneira que eu jamais esperaria que alguém fosse capaz de ajeitar, principalmente ele. Além disso, mexeu com o brio dos atletas. Hoje, ao final do jogo, disse que os jogadores ganharam por ele, devido à polêmica que evolveu sua saída do Paraná. E eu acredito. Calou minha boca. No caso de a gente escapar desse rebaixamento, Lisca merece duas estátuas. A segunda pro caso de a primeira se deteriorar.


Queria convocar a massa alvinegra para a partida frente ao Santos na quarta-feira às 19h30. O PV vai ficar minúsculo. Com nosso apoio, podemos ficar a apenas três pontos de sair da zona. E eu continuo com meu mantra de que se nós não acreditarmos, quem vai? Eu acredito, porque AQUI É VOZÃO!

Geraldo Bubniak
Geraldo Bubniak

Saiu do hospício, tem que respeitar...