Chapecoense 3 x 2 Tubarão: a sorte dos amistosos

Sirli Freitas/Chapecoense
Sirli Freitas/Chapecoense

Elenco de 2018: boas apostas, cuidado, transparência e expectativas altas


A Chapecoense disputou neste sábado (13) sua primeira partida do ano, um amistoso diante do Tubarão - e a estreia foi logo uma vitória em 3 x 2, com direito a gol de Alan Ruschel, arbitragem feminina e destaques da base no segundo tempo. Mesmo com o tempo fazendo cara feia e o pouco público no estádio, que tinha entrada gratuita, a equipe deu conta de fazer uma apresentação bem interessante como pontapé inicial da temporada.


Sempre bati na tecla dos amistosos de pré temporada, e estava bem ansiosa pelo anúncio dos jogos desse ano, por uma questão puramente mística: as melhores temporadas da Chapecoense, fosse no Catarinense ou posteriormente no Brasileiro, tinham em comum serem precedidas por um amistoso contra o Ypiranga, de Erechim. Em alguns anos, inclusive, havia ainda o jogo-treino contra o Passo Fundo - o que sempre configurou a primeira fase da nossa tão sonhada Goio-en Cup. Pura superstição de torcedor, obviamente, mas fiquei decepcionada de verdade, hehe.


Gol da Chape/Divulgação
Gol da Chape/Divulgação

A gente fala brincando mas já pode acontecer, Goio-en Cup!


No primeiro tempo, a Chapecoense demonstrou uma superioridade quase óbvia, com o entrosamento construído em 2017 dando a cadência do jogo - o que chama a atenção tendo em vista o curto espaço de tempo que a pré-temporada vem tomando. Aliás, o meio de campo do time de Gilson Kleina impressionou muito na primeira etapa. Mesmo sendo uma partida nada complicada, Moisés Ribeiro e Amaral demonstraram afinação junto de Canteros (tenho fé!) - e Nadson, meu bom, depois de um 2017 como foi, só te desejo saúde e mais saúde para permanecer em campo esse ano! Deus é mais, irmão!


Ainda sobre a primeira etapa, Guilherme jogou apenas um tempo e já mostrou ter sido uma grande aquisição da Chapecoense na temporada. No lugar de Arthur Caike, lesionado, Guilherme se impôs e marcou o primeiro da partida aos 22 minutos, num belo encontro com o passe de Apodi, que voltou para a temporada já enchendo os olhos do torcedor. Amaral ainda marcou na primeira etapa após a cobrança de Nadson.


Com o time completamente diferente no segundo tempo, a Chapecoense afrouxou a marcação e o torcedor viu a partida ganhar aquela cara modorrenta de Copinha, com pouca produtividade e perdendo muito em coesão. O Tubarão chegou a marcar dois gols, com Índio, aos 31 e aps 43 minutos. Pouco antes, aos 29, Alan Ruschel havia aumentado a diferença após o cruzamento de Vinícius. Resultado: um 3 x 2 tranquilo, paz e amor, que fala dos setores que ainda precisam de atenção e, no mais, dá uma ótima impressão para o começo do Campeonato Catarinense.


Na próxima semana, uma reedição Clássico da Linguiça abre o nosso Catarinão depois de vários anos - a última passagem do Concórdia pela primeira divisão foi em 2011, ano do tetra estadual da Chapecoense. Uma partida carregada de simbologia e esperada pela preparação do Galo do Oeste, comandado pelo mito/monstro Mauro Ovelha. Bem, talvez a fonte da sorte encontrada no Colosso da Lagoa verta também no Domingos Machado de Lima.