Concórdia 0 x 1 Chapecoense - O mundo é um moinho

Sirli Freitas/Chapecoense
Sirli Freitas/Chapecoense

Quer falar de futebol raiz, fale de Chapecoense e Concórdia


O Campeonato Catarinense iniciou oficialmente nesta semana - passou apenas uma rodada e o estadual mais carisma do Brasil parece que já está voando. E justamente nessa temporada com cara de campeonato velho, cerveja no estádio, quase sem transmissão de TV e com o Concórdia na primeira divisão, a Chapecoense estreou justamente no noventista Clássico da Linguiça (prenúncio da iminência do festival de bizarrice?).


Diário Do Iguaçu | Clássico da Linguiça: do vôlei para o gramado


Não foi um jogo bonito de se assistir, mesmo com a expectativa gerada com a manutenção do elenco e outras coisas. É complicado usar como parâmetro o primeiro jogo do campeonato, ainda mais com uma pré temporada tão curta, mas o que se viu da Chapecoense foi um jogo que se resumiu ao primeiro tempo apenas (e nem inteiro). Logo nos primeiros minutos de jogo já se viu a dimensão do campo e o gramado amostra-de-mata-atlântica fazendo diferença na coesão da Chapecoense, que acabou pegando leve.


Aliás, o gramado ingrato foi responsável pela lesão de Canteros, aos 24 minutos. A saída dele do campo e a constatação de lesão do atleta nos dias seguintes foram um baque: a diferença que ele fez na eficiência do meio de campo era gritante, e a produtividade caiu na mesma hora. “Mal começaste a entender a vida e já inicia a hora da partida” :( O Concórdia até se mostrou ousado, bem colocado e aproveitando o fator local da melhor maneira, mas sofria com transições lentas e isso amenizou o “deslocamento” da Chapecoense.


No gol, que aconteceu aos 35 minutos, quase me empolguei mais com a cobrança de Nadson do que pelo cabeceio de Amaral para o fundo das redes. Nadson teve um papel fundamental na saída de Canteros, apresentando uma versatilidade que enfim se vale (amém, Nadshow!).


Já no segundo tempo, foi até bom que não houvesse transmissão de TV - a coisa ficou feia e a margem para corneta poderia ficar muito grande para um mero primeiro jogo de campeonato. Os tempos de antigamente bateram com força e o que se viu foram 45 minutos com nenhuma emoção, nenhum trabalho para os goleiros e nenhuma imposição dos dois lados. É claro que a Chapecoense não demonstrou nenhum problema grave, apenas erros de condução sem urgência (principalmente na saída de Canteros), mas no geral é um time que pede um pouco mais de paciência ao torcedor - o jogo contra o Inter de Lages, no próximo domingo, está aí para desencantar. “Ainda é cedo, amor”.