Com licença, Catarinão, é hora de Libertadores

A Chapecoense vem fazendo um início de temporada para se orgulhar. Mesmo com uma pré-temporada curta, são três vitórias e um empate em quatro jogos, sem ter sofrido nenhum gol. Mas o amado Campeonato Catarinense ficará de lado nesta semana - mais especificamente nesta quarta-feira (31). A Libertadores ainda está em sua fase preliminar e a Chapecoense disputa apenas a primeira partida, mas o clima de latinoamérica já se instalou.


Aos poucos Chapecó vai ganhando jeito de livro do Eduardo Galeano. Os supersticiosos já separaram a camisa da sorte, os donos de bar já rechearam os congeladores e as pessoas de bom coração já esvaziaram as lojas de sinalizadores. Pela cidade, bandeiras vão colorindo janelas de verde e branco aos poucos e já se fala portunhol fluente pelas ruas.



A Chapecoense vai pra cima do Nacional com um esquema e uma situação bem diferentes do que vimos até aqui, até porque tem gente demais entregue ao DM. Contra o Criciúma, mesmo com Nadson e Canteros fazendo falta na equipe, Kleina conseguiu uma boa movimentação, com falhas apenas pontuais. Apesar disso, com os dois times esperando o erro do um do outro, ficou evidente a falta de um homem de criação.


Já contra o Joinville, a Chapecoense se viu diante de um adversário mais corpulento, que soube ocupar melhor seu espaço e se organizar mesmo sem ir pra cima - Jandrei quase não foi acionado. E mais uma vez, mesmo com melhor ritmo em campo, a Chapecoense demorou para se aventurar nas finalizações, e novamente o ataque se soltou e o gol saiu só no segundo tempo.


O papo diante do Nacional deve ser outro, e a história pede isso. Os dois jogos contra eles, em 2017, foram desastrosos para a Chape na mão da catimba uruguaia: um empate em 1 x 1 regado a faltas e uma derrota em 3 x 0 com oito cartões amarelos e dois vermelhos. E aqui o colono já pode bestemar à vontade: o Nacional vem para a pré-Liberta na maior pressão depois de perder as vagas diretas na competição para Defensor e o arquirrival Peñarol, além de perder a Supercopa Uruguaia para o aurinegro. Baita bronca.


Aliás, é a bronca perfeita para a Chapecoense. Perfeita para uma recepção estilosa na Arena Condá, perfeita para matar o torcedor do coração e perfeita para fazer render uma história digna de ser escrita “galeanamente”. Ao sol e à sombra. Vamos todos.